Traumatismo craniano | Selecções do Reader's Digest

Traumatismo craniano

É no crânio que se encontram os órgãos do pensamento e que se tratam as informações enviadas pelos órgãos dos sentidos. Uma pancada forte neste local pode originar um traumatismo. Saiba como decifrar os sintomas e como proceder.

Sintomas:
Na sequência de uma pancada no crânio, surgem sinais de comoção: a vítima fica atordoada, pode desmaiar momentaneamente, perder a memória sobre as circunstâncias do acidente ou ficar agitada. Pode sobrevir uma cefaleia mais ou menos intensa. Se estes sintomas forem graves, a vítima deve ser hospitalizada. A perda de consciência pode chegar ao coma profundo com perturbações neurológicas graves, necessitando de meios de reanimação imediatos.

Este traumatismo deixa muitas vezes sequelas duradouras: cefaleias, vertigens, tonturas, fadiga e dificuldades de concentração. Os sintomas persistem tanto mais tempo quanto mais tarde for prestada assistência médica e psicológica.

Pessoas mais em risco:
75% dos acidentados em desastre rodoviário.

Sobretudo adolescentes e adultos jovens. Depois dos 30 anos, a comoção deixa muitas vezes sequelas que se agravam com a idade (irritabilidade, perturbações da memória, cefaleias, agora fobia, vertigens, etc.).

Porque dói?
Na altura, apesar da protecção conferida pelo líquido cefalorraquidiano, o cérebro é sacudido dentro da caixa craniana. A dor de cabeça que se instala deve-se à reacção à contusão cerebral e à tendência local para o edema, o que provoca compressão na caixa craniana. Pode também ser provocada por uma hemorragia no cérebro ou um derrame entre o osso e uma das meninges, a dura-máter (ver imagem).

Algum tempo depois do traumatismo, e em resultado de lesões nervosas ligeiras, podem surgir dores de cabeça acompanhadas de cansaço e de vertigens, que, contudo, desaparecem no espaço de algumas semanas. Por vezes, essas dores de cabeça são desencadeadas por um estado depressivo que se deve a uma reacção ao choque emocional, e não às contusões do cérebro.

O que pode fazer?

- Deite-se de lado, devagar, e procure descansar. Evite qualquer movimento ou transporte à mais pequena dor na parte de trás da cabeça e no pescoço. Se possível, tome aspirina ou paracetamol.

- Peça que chamem os serviços de emergência. Enquanto espera, e se se sentir melhor, pode sentar-se, mas com cuidado.

Atenção! Nunca desloque uma pessoa acidentada que não responde às perguntas ou tem dificuldade em respirar. Tape-a se ela tiver frio e chame os bombeiros ou o INEM.
Desde que o traumatismo não apresente gravidade nem urgência:

- Em digitopunctura, na altura, pode carregar com força e a seguir aliviar lentamente o ponto antichoque 14 estômago (na vertical do mamilo, entre a 1. a e a 2. a costela).

- Botânica de Bach: em caso de stress, se a pessoa estiver consciente, 4 gotas de remédio de emergência por via sublingual.

Que tratamentos?

Medicamentos

Em caso de agitação, o médico ministra um calmante. A hospitalização pode impor-se para assegurar cuidados e observação constantes. A seguir, consoante a evolução, prescreve antálgicos, antidepressivos ou ansiolíticos. Em caso de convulsões, enxaquecas ou perturbações da memória, podem ser necessários tratamentos específicos.

As outras medicinas

Acupunctura Sobretudo eficaz no tratamento das perturbações secundárias (cefaleias, vertigens, perturbações da visão).

Auriculoterapia Atenua ou suprime as sequelas (fadiga, vertigens, dores de cabeça, contracturas dos músculos cervicais, etc.).

Cinesiterapia Pouco depois do traumatismo, associada a massagens, descontrai os músculos do pescoço e das costas.

Homeopatia Acelera a convalescença e reduz as sequelas.

Osteopatia Algum tempo depois do traumatismo, e na ausência de danos na coluna vertebral, relaxa tensões e rigidez através de técnicas suaves e prudentes e alivia os problemas do aparelho locomotor, que muitas vezes lhe estão associados.

Relaxamento Pode ser útil em caso de stress e de cansaço persistente.

Explicação da Imagem:
Na sequência de uma pancada, pode ocorrer um derrame entre o osso do crânio (1) e a dura-máter (2), dando origem a um hematoma extradural (3), isto é, uma bolsa de sangue que não se escoa e que comprime o cérebro (4). Essa compressão pode acarretar lesões graves.

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