Nesta localidade, e seguindo a via, passamos por uma capela de estilo moderno, pela empresa JOCAR e por vários estabelecimentos comerciais e uma extensa fila de casaria térreo.
A seguir à costa do Vaiado, um pouco adiante, encontramos Mamadeira, cuja igreja, de estilo muito modernista, provocou admiração e dúvidas nos católicos da região, que ansiavam por um templo concebido em moldes clássicos.
Com a bicicleta, entramos na EN 325, deixando ao lado direito a povoação de Quintãs e, um pouco mais à frente, mas no lado oposto, a de Requeixo.
Junto ao cruzamento - passagem superior - com a auto-estrada, surge Fermentelos, uma povoação de certa importância. No interior da povoação, várias placas orientam o visitante para "Pateira" e "Monumento".
Finalmente, avistamos a estrada que conduz directamente à pateira. Continuamos por mais uma centena de metros e logo encontramos um espaçoso edifício, a estalagem.
A nossos pés, espraia-se a plácida pateira. Nas margens, junto à estalagem, uma dezena de gaivotas aguardam a utilização num passeio. Ao longe, avista-se a povoação de Requeixo e, um pouco para a direita, a brancura da capelinha do Carregal, enquanto por detrás se estende uma larga mancha de pinhal.
A pateira é a maior lagoa peninsular, devendo a sua origem ao rio Cértima, originário da serra do Buçaco. Ocupa cerca de 529 ha de terras e é abundante em peixe, principalmente enguia, achigã, carpa e pimpão. Limitada pelas freguesias de Fermentelos. Óis da Ribeira, Espinhei e Requeixo, a pateira é circundada por culturas de arroz e abundante em caça, peixe e desportos náuticos. Tem a designação de "pateira'' por ter sido reserva de caça do rei D. Manuel, que, em certas épocas, aí vinha caçar patos. Presentemente, a pateira sofre a invasão maciça do moiliço, autêntica praga para os vários desportos praticados. No entanto, já ali foi colocada uma draga para corte e eliminação do moliço.
Voltando até junto da estalagem, admiramos o monumento em honra do emigrante. Neste, ao lado direito, em grandes proporções, o busto do estadista Sá Carneiro; mais uma vintena de metros e logo surge o monumento ao emigrante, constituído por um grupo escultórico de sete figuras, em tamanho natural, simbolizando o emigrante português.
No plinto do grupo escultórico, lê-se a inscrição:
" ... aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando", Camões.