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Introduz-se sulfato de bário em pó misturado com água na zona do aparelho digestivo a examinar e obtêm-se imagens por raios X. O facto de o bário (elemento metálico) ser opaco aos raios X permite a obtenção de radiografias com bom contraste.
 
 
Porque se fazem
As radiografias com bário são utilizadas para diagnosticar a causa de situações, como dificuldade de deglutição, dor abdominal, vómitos de sangue, hemorragia rectal, alteração dos hábitos intestinais, diarreia persistente ou obstipação e perda de peso inexplicável.

As perturbações que podem ser detectadas através das radiografias com bário incluem a estenose ou inflamação do esófago, perturbações dos mecanismos de deglutição, hérnia do hiato, úlceras e tumores do estômago e duodeno, doença inflamatória intestinal (doença de Crobn ou colite ulcerosa), divertículos, doença celíaca e tumores ou pólipos do cólon. A radiografia com bário tem sido substituída ou complementada por endoscopia.
 
 
Como se fazem
As radiografias com bário são geralmente efectuadas em regime ambulatório e não exigem anestesia. Um «écran» fluorescente ligado à aparelhagem ele raios X permite que o radiologista siga o percurso do bário ao longo do aparelho digestivo e observe as anomalias delineadas pelo bário. O registo do exame é assegurado por chapas fotográficas ou por vídeo.

O facto de o líquido do sulfato de bário secar quando o seu teor de água é absorvido pelo cólon provoca muitas vezes obstipação após o exame. Os doentes necessitam, portanto, de uma dieta rica em fibras, com líquidos abundantes e, em alguns casos, laxantes parta eliminar mais facilmente o bário.
 

Tipos de exames
São utilizados diferentes tipos de exames radiográficos com bário para estudo do aparelho digestivo. Deglutição de bário, refeição de bário, trânsito de bário. Estes três tipos de preparados de bário são utilizados para diagnóstico das doenças do tracto digestivo superior: a deglutição de bário para o esófago; a refeição de bário para a junção esofagogástrica, o estômago e o duodeno, e o trânsito de bário para o intestino delgado.

No caso de exame por deglutição de bário, o doente geralmente ingere ar suficiente com o bário para facilitar o contraste da imagem.

Se for requisitado um exame com duplo contraste, é necessário administrar bário carbonatado, geralmente sob a forma de comprimidos ou grânulos efervescentes. A imagem com duplo contraste geralmente não é possível para o exame de trânsito baritado, dada a dificuldade em introduzir ar no intestino delgado.

A deglutição e a refeição de bário demoram cerca de 10 minutos a efectuar; a duração do trânsito de bário pode ultrapassar cinco horas.
 
Clister do delgado
Também denominada enteróclise, esta técnica com raios X de contraste simples fornece um exame mais detalhado do intestino delgado do que o trânsito de bário, porque a quantidade de bário que alcança a zona é maior. Pode ser necessário um sedativo, porque é um exame demorado (20 a 25 minutos) e que pode ser incómodo.
 
Clister opaco
Esta técnica é utilizada para diagnóstico das lesões da parte inferior do tubo digestivo: intestino grosso e recto. Para obter uma imagem de contraste simples, o intestino grosso é preenchido com bário líquido diluído. Para o exame com duplo contraste, é introduzida uma quantidade menor e mais concentrada de bário líquido, seguida de ar. Este exame demora cerca de 20 minutos e, na maioria dos casos, provoca apenas um ligeiro desconforto. Após o exame, é expeli da imediatamente uma pequena quantidade de bário, sendo a restante excretada mais tarde com as fezes.

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