Sintomas
Pancreatite crónica: dores fortes no meio do abdómen, que irradiam para as costas e que são desencadeadas pela ingestão de alimentos. A flexão do tronco para a frente (posição fetal) traz algum alívio. Quando a glândula está quase destruída e já não funciona devidamente, verifica-se com frequência um grande emagrecimento (evitam-se as refeições por causa das dores e da dificuldade de digestão).

Pancreatite aguda: dores súbitas e muito violentas no meio do abdómen que irradiam para as costas, acompanhadas de náuseas e, por vezes, vómitos. Nos casos mais graves, mal-estar intenso provocado pela descida da tensão arterial e palidez. A evolução das formas graves pode conduzir à morte. Por vezes, febre, relacionada com a inflamação ou a infecção dos tecidos necrosados.

Pessoas Mais em Risco
Alcoólicos (o alcoolismo altera os canais do pâncreas) e pessoas que sofrem de litíase vesicular. Outras causas mais raras: subnutrição, causas genéticas, medicamentosas ou ligadas a traumatismos.

Porque dói?
A pancreatite crónica é uma inflamação do pâncreas. Os cálculos bloqueiam os canais do pâncreas, causando pressão sobre eles, o que se torna doloroso. Por vezes, há zonas de autodigestão que conduzem à formação de cavidades quísticas que podem comprimir os órgãos vizinhos (duodeno, colédoco, etc.) e provocar dores.

No caso de pancreatite aguda, é a migração de um cálculo que irrita e activa os enzimas no pâncreas, desencadeando o fenómeno inflamatório. A dor deve-se à inflamação e à necrose do pâncreas.

A autodigestão pancreática
O pâncreas segrega pro-enzimas inactivos, que só se tornam activos ao atingirem o duodeno. São estas formas activas que permitem a digestão.

Por vezes, a activação dá-se no pâncreas, principalmente no caso de bloqueio do baixo colédoco ou do canal de Wirsung. Ocorre então a autodigestão da glândula pancreática, que provoca uma forma grave de pancreatite aguda que pode levar à morte.

O que pode fazer?
Consulte o médico. A pancreatite aguda necessita de hospitalização.

Que tratamentos?
Medicamentos
O tratamento baseia-se sobretudo na abstenção do álcool. Nos casos avançados, aconselha-se uma alimentação pobre em gorduras para estimular as secreções pancreáticas. Prescrevem-se ainda diferentes tipos de antálgicos, mas, sempre que possível, evitam-se os morfínicos.

No caso de insuficiência pancreática exócrina grave, administram-se enzimas pancreáticos para corrigir os problemas digestivos e reduzir a dor.

Cirurgia
Quando as dores se tornam insustentáveis, destroem-se as terminações nervosas da dor dos plexos da região celíaca e solar fazendo infiltrações de álcool por via subcutânea ou cirúrgica.

Em caso de quisto, pode recorrer-se à drenagem por incisão cirúrgica, através de endoscopia ou por sonda subcutânea.

No caso de pancreatite aguda, a hospitalização permite manter o doente sob observação. As complicações são tratadas por cirurgia. Salvo algumas excepções, não se utilizam derivados de morfina para acalmar a dor, uma vez que bloqueiam os canais do pâncreas e favorecem a persistência das lesões.

Outras medicinas
Acupunctura
Como complemento dos tratamentos habituais, pode ser útil na luta contra a dor.

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