Pílula da esperança
E muitas mais são confrontadas com um diagnóstico que marca o início de uma longa batalha. Para estas, obrigadas a encarar uma cirurgia para remoção do tumor e a viver com o receio da propagação das células malignas, surge agora uma nova esperança. Chama-se capecitabina e é uma
forma de quimioterapia diferente da tradicional, pois o tratamento faz-se por via oral.
Para trás fica a obrigatoriedade de deslocação ao hospital, a ansiedade que rodeia o tratamento de quimioterapia, os médicos e enfermeiros. Em forma de comprimido, este novo método evita tudo isto, já que pode ser tomado em casa duas vezes ao dia. Isso torna-o, de acordo com Tavares de Castro, médico oncologista, «mais conveniente».
E não só, pois, além de apresentar menos reacções adversas e provocar menos queda de cabelo, a taxa de eficácia é também maior. «Há uma taxa
de 14% de sobrevivência melhorada. Um número que parece pequeno, mas
que, se for transportado para os vários milhares de doentes operados em
Portugal, transforma-se em centenas de vidas salvas.»
CARLA MARINA MENDES in Correio da Manhã, Lisboa
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