Os Perigos da Bebedeira

«Só me lembro de acordar deitado no descampado que era o campo de futebol lá da rua, a dois passos da minha casa, a cheirar a álcool e a vomitado, sem nenhuma ideia de como tinha lá ido parar», explica João, um estudante de 15 anos da Damaia. «Mesmo ao lado do bairro mais perigoso da zona. Tive uma sorte descomunal, não fui roubado nem atacado. Mas também me serviu de emenda. Nunca mais bebi até ficar num estado catatónico. E era só uma festa com os amigos quando começou ...»
Daniel Dias, estudante de Arquitectura Paisagística, de 22 anos, lembra-se de estar no carro com um amigo já bastante alcoolizado depois de uma noite de farra de fim-de-semana, numa altura em que não tinha ingerido muito álcool e era, por isso, o condutor designado. «Saí para dois dedos de conversa com outro camarada. Quando demos por ela, já ele estava fora do automóvel, todo dobrado sobre si próprio, a vomitar», explica este jovem de Atouguia da Baleia, Peniche. «Esperámos que ficasse minimamente em condições para o levar a casa.» Embora beba de vez em quando, Daniel nunca teve problemas com a Polícia ou foi parar a um hospital. «Mas recentemente, na festa de anos do meu irmão, bebi muito. Fiquei KO e não me lembro de nada do que se passou. Acho que exagerei. E os meus amigos contaram-me que fiz coisas que não são habituais em mim.»
Pedro Velez sofreu um abalo certa noite de Verão, quando deparou com um rapaz inconsciente deitado no meio da rua na zona de Santos, em Lisboa, perto da discoteca Loft. «Estava sem reacção, como morto, em coma alcoólico, foi uma cena mesmo triste. Eu e os meus amigos chamámos o 112 e ficámos à espera da ambulância. Quando chegaram, perguntaram se o conhecíamos, mas nós não fazíamos ideia de quem ele era e fomos-nos embora», conta este estudante lisboeta de 16 anos. «Eu bebo, mas tenho consciência que aos 16 anos é muito cedo para consumir álcool. No entanto, nos sítios onde posso estar com os meus amigos ao fim-de-semana – onde podemos entrar – servem-nos bebidas alcoólicas, vamos fazer o quê? Nem sequer é uma questão de gosto, bebo socialmente.»
Todas estas histórias são protagonizadas por bons miúdos envolvidos em histórias de bebedeiras. Tiveram sorte: nenhum deles morreu, conduziu embriagado ou sofreu uma das muitas calamidades que podem resultar de uma noite em que se bebeu demais.
A maioria dos portugueses aprecia uma cerveja gelada num dia quente ou um copo de vinho ao jantar. É uma atitude responsável em relação ao álcool, que funciona como lubrificante social e torna a vida um nadinha mais agradável.
Mas as bebedeiras são diferentes, quer se chamem narças, pielas ou carraspanas – e definem-se pelo consumo numa mesma ocasião, de cinco ou mais bebidas por homem e quatro ou mais bebidas por mulher. É o suficiente para afectar o discernimento, dificultar a coordenação, apagar inibições e tornar as palavras ininteligíveis – além de potenciar riscos para a sociedade e para a saúde, provocando danos cerebrais ou até mesmo a morte.
Claro que a embriaguez não é uma situação nova. Existem bêbados desde que a primeira bebida foi fermentada numa cozinha qualquer ainda nos primórdios da Humanidade. Mas o que preocupa os profissionais de Saúde Pública é o facto de o consumo do álcool ter aumentado – Portugal regista um aumento de 15% nos padrões de consumo intensivo relativamente a 1999, segundo dados do ESPAD - European School Survey Project on Alcohol and other Drugs (Inquérito Europeu sobre o Consumo de Álcool e Outras Drogas) de 2003 – especialmente entre os adolescentes de 16 anos. E novos estudos indicam que os jovens começam a beber aos 13 anos e que a juventude está mais sensível aos efeitos do álcool.
«É um problema grave, porque qualquer consumo de álcool vai matar neurónios, que são os depositários da inteligência», explica Luís Raimundo, médico do INEM – Instituto de Emergência Médica, que já se deparou com inúmeros casos de coma alcoólico em adolescentes. «Em termos práticos, estamos a matar a futura inteligência do nosso país, até porque os efeitos do álcool são cumulativos.»
Estudos recentes começam a definir o padrão das bebedeiras entre os adolescentes: O Estudo sobre o Consumo de Álcool, Tabaco e Drogas 2003 do Programa Estudos em Meio Escolar, do IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência), revelou que 47% dos alunos de 13 anos das escolas públicas e 94% dos alunos com 18 anos já tinham experimentado consumir álcool. Mas mais grave foi constatar que, nos 30 dias anteriores ao inquérito, 3% dos rapazes e 2% das raparigas de 13 anos e 27% dos rapazes e 15% das raparigas de 18 anos tinham ingerido álcool em excesso. «Os pais deixam sair os filhos cada vez mais cedo, com maior frequência e as bebidas que consomem são mais fortes, como acontece com os populares shots servidos em bares, que os embebedam em três tempos», refere Luís Raimundo. Quanto à frequência da embriaguez, 5% (13 anos) e 34% (18 anos) dos rapazes atingiram-na entre uma e cinco vezes em 12 meses, exemplo seguido por 4% (13 anos) e 28% (18 anos) das raparigas. Segundo Fernanda Feijão, psicóloga social e coordenadora do estudo, «um dos dados mais marcantes é a aproximação dos níveis de consumo entre os sexos»
Em Viseu, um estudo realizado no serviço de urgência pediátrica do Hospital de S. Teotónio revelou que no período de um ano (Outubro a Setembro), ocorreram 97 casos de intoxicações alcoólicas juvenis, sendo o maior número registado no sexo masculino e na faixa etária dos 18 anos. Os meses de maior afluxo ao serviço de urgência estiveram relacionados com fins de período escolar e festejos académicos. Já um estudo efectuado em 1998 na população entre os 15 e os 24 anos tinha referido que cerca de 500 000 jovens consumiam bebidas alcoólicas três vezes ou mais por semana.
Segundo o ESPAD 2003, nos 30 dias anteriores ao estudo, 25% dos alunos portugueses de 16 anos tinham bebido cinco ou mais bebidas seguidas, sendo que a maioria – 51% – desses jovens preferiu o consumo de líquidos destilados (como vodka, gin ou whisky, com maior teor alcoólico) à ingestão de cerveja – 35% – ou vinho – 15%. «O disparar do consumo acontece na faixa etária dos 17-18 anos, em alunos do secundário com um maior poder económico, o que lhes permite a frequência nocturna de bares e discotecas (70% dos alunos referiram os bares, discotecas ou festivais como o local da última ocasião de consumo», acrescenta Fernanda Feijão.
Num meio menos continental, 11,6% dos açorianos começam a beber antes dos 15 anos e 33,5% entre os 15 e os 20 anos de idade. E dos 54,5% que consomem regularmente bebidas alcoólicas, 45,1% iniciam o consumo antes dos 20 anos, diz Alberto Peixoto no seu livro Dependências e Outras Violências, publicado em 2005. Este sociólogo descobriu que as festas e os grupos de amigos são os espaços ideais para 71,7% da população destas ilhas iniciar a ingestão de bebidas alcoólicas.
«Eu não saio para beber. Na minha geração, bebe-se cada vez mais socialmente, mas não é vício nem dependência. É só a vontade de beber quando se está com os amigos, a passar um bom bocado, a divertirmo-nos», explica Daniel Dias.
As palavras «abuso do álcool» e «problema com a bebida» evocam geralmente a imagem do alcoólico crónico, mas, de facto, estima-se que em Portugal existam cerca de setecentos e cinquenta mil bebedores excessivos, dos quais cerca de quinhentos e oitenta mil serão doentes alcoólicos. No entanto, as bebedeiras são consideradas um problema de saúde pública mais grave do que o alcoolismo, porque afectam uma maior percentagem de jovens.
A probabilidade de alguém desenvolver cirrose no fígado ou cancro é determinada pela quantidade de tecido humano que ao longo dos anos fica em contacto com ao álcool, mas cada vez que o indivíduo se embebeda, está a aumentar os riscos para a sua própria saúde ou para a dos outros, mesmo que seja a primeira vez que tal aconteça. «E mais tarde surgem as consequências a nível sistémico, os problemas de fígado, as varizes esofágicas e todas as outras situações decorrentes do alcoolismo», diz Luís Raimundo.
Qualquer que seja a idade, a bebedeira aumenta exponencialmente os riscos para qualquer um de poder vir a morrer ou ficar gravemente ferido num acidente de viação, de sofrer uma queda, de afogar-se ou de enfrentar outras situações adversas devido à sua incapacidade para raciocinar e à falta de coordenação motora. Os riscos aumentam substancialmente com a violência, vandalismo, violação, encontros sexuais sem protecção, com o consequente perigo de uma gravidez não planeada ou de uma infecção sexualmente transmissível. Além disto, outros estudos revelam que a probabilidade dos jovens de virem a sofrer danos cerebrais permanentes devido ao consumo continuado e intensivo de álcool é maior do que nos adultos, porque os seus cérebros ainda estão em desenvolvimento. De acordo com uma das investigadoras mais conceituadas no campo da utilização das imagens de ressonância magnética para determinar o impacto dos efeitos da embriaguez no cérebro dos adolescentes, Susan Tapert – professora associada de Psiquiatria na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos –, a ingestão de álcool em excesso pode estar associada a baixas prestações em testes de aprendizagem e de memória, bem como em tarefas visuais e espaciais, como fazer um puzzle.
Lídia Cabral, doutorada em Saúde Mental e vice-presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Saúde de Viseu, refere no seu trabalho sobre alcoolismo juvenil que os exames tomográficos de cérebros de adolescentes que consumiam álcool em excesso apresentavam danos a nível do hipocampo (zona responsável pela aprendizagem, pela memória e pelo raciocínio), eram 10% menores do que os dos seus colegas e revelavam regiões de baixa actividade cerebral. Por isso estes jovens apresentavam problemas nos testes de memória, tornando mais difícil a sua progressão no trabalho e nos estudos.
Outro dos trágicos perigos da bebedeira é o risco de morte por intoxicação. Sendo o álcool uma substância depressora do sistema nervoso central, é tóxica e – quando ingerida em grandes quantidades – pode ser fatal. Quando os níveis de álcool no sangue sobem rapidamente, o organismo tende a defender-se através do vómito. Beber em demasia e muito depressa pode bloquear funções corporais importantes, como a respiração, o ritmo cardíaco ou a actividade cerebral. As consequências podem ser a sufocação pelo vómito, o coma ou a paragem cardíaca.
«Tenho deparado com casos de morte devido à ingestão de álcool, geralmente em alcoólicos crónicos, que cortaram todos os laços familiares devido a esta dependência e que por isso, vivem sozinhos. Ficam inconscientes, caem numa má posição e acabam por sufocar com o próprio vómito, porque não há ninguém para os ajudar», explica Luís Raimundo. «Nos jovens, aparece-nos muito o chamado coma alcoólico, que não passa à inconsciência e é facilmente tratado com a ingestão de bastante bebida não-alcoólica açucarada – para manter os níveis de glicemia – e muito repouso na posição de lado para evitar a sufocação pelo vómito. E no dia seguinte tomam comprimidos para a dor de cabeça.» No INEM recebemos muitas chamadas a pedir ajuda para jovens que abusaram do álcool, mas por norma internacional esta situação não é considerada uma emergência médica. «Um grupo de amigos vai sair à noite, um deles fica bastante alcoolizado, os outros não querem contar aos pais porque senão não os deixam sair novamente, os taxistas não os querem levar a casa porque ficam com o automóvel todo vomitado e por isso telefonam para nós», acrescenta o médico.
«Já me embebedei duas ou três vezes em saídas de meninas ao fim-de-semana. Fiquei confusa, com tonturas, à nora. E no dia seguinte os enjoos, vómitos, a terrível dor de cabeça...», conta Joana Morais, uma adolescente de 18 anos. Tudo porque gosta de experimentar várias bebidas e tem uma predilecção por shots de vodka. «O mais engraçado é que nem gosto, mas já repeti.»
Para José Carlos Ribeiro, um dos donos do bar Cena de Copos, no Bairro Alto, as bebedeiras de adolescentes são mais uma questão de afirmação do que vício. «Na província, é diferente, bebem mais. Nos centros urbanos nota-se, hoje em dia, que os miúdos saem mais cedo e com maior frequência, mas parece-me que os exageros acontecem com os charros e as pastilhas associadas ao álcool.»
Relatórios da OMS – Organização Mundial de Saúde – definem a condução sob o efeito do álcool como uma verdadeira epidemia no País, onde os acidentes de viação são a principal causa de morte em crianças, adolescentes e adultos jovens com idades compreendidas entre 1 e 25 anos. Na União Europeia, a média de indivíduos que conduzem com uma taxa de álcool no sangue (TAS) acima dos limites legais ronda os 3%, percentagem que sobe para 25% quando se consideram os condutores envolvidos em acidentes de viação fatais. Em Portugal, 3%, por dia, destes condutores correspondem aproximadamente a 90000 condutores com excesso de álcool no sangue.
Segundo a ACA-M – Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados –, não existe política visível de segurança rodoviária, e os números actualmente mais baixos da sinistralidade nas estradas são devidos apenas à subida do preço do petróleo e, consequentemente, da gasolina. E como o excesso de velocidade, a principal causa de desastres rodoviários, custa muito caro ao consumidor (um veículo circulando a 150 km/h gasta o dobro do que gastaria a 100 km/h), o número de mortos nas estradas diminui à medida que o custo da gasolina sobe.
Nesta questão, os pais também têm um papel importante a desempenhar. Podem evitar os excessos dos filhos, não servindo bebidas alcoólicas a adolescentes e falando abertamente com eles sobre os riscos do alcoolismo. No entanto, a melhor maneira de incutir comportamentos responsáveis é pelo exemplo: nunca beber em excesso e quando conduzir não beber.
«As pessoas devem conhecer os seus limites e não os ultrapassar», defende Joana Morais. O excesso de ingestão de álcool é algo que preocupa Américo Nunes, pai de dois gémeos de 14 anos, a Cátia e o Jorge. «Acho que o alcoolismo está a aumentar nas camadas mais jovens. E os meus filhos estão numa idade muito problemática, começam a sair com os amigos e a frequentar ambientes propícios ao consumo do álcool», explica este engenheiro civil de Samora Correia. «Expliquei-lhes os perigos do excesso, e como ainda estão na fase de provar, procuro que o façam na minha companhia. Estabeleço limites, saem comigo e experimentam a caipirinha, o whisky. Sei que não vou conseguir travar, nem pretendo, mas quero que aprendam a beber.» Para já, os gémeos só provaram bebidas alcoólicas ao pé do pai e não gostaram por aí além. Ela não aprecia cerveja nem vinho, e a ele só lhe agrada a sangria. «Sabemos bem que os efeitos do álcool são perigosos para o organismo, especialmente na nossa idade», diz o Jorge.
Uma festa com responsabilidade
A lei portuguesa proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos, mas a responsabilidade dos que transgridem é apenas civil, penalizada por coimas de natureza administrativa. E ninguém penaliza o consumo.
Se o automóvel está envolvido, as coisas mudam de figura. «Mesmo sem acidentes, conduzir com 1,2g de álcool no sangue é crime», declara Ana Sofia Corte Real, advogada em Setúbal. «E as transgressões são passíveis de penas pesadas.»
Depois, há uma norma do Código Penal onde o álcool pode funcionar como atenuante ou agravante de crimes cometidos. «Se o delito foi cometido sob a influência de uma substância que altera a consciência e percepção – como o álcool –, atenua a pena, porque se considera que a pessoa não estava na posse de todas as suas faculdades mentais. Mas se for provado que o acusado ingeriu álcool para cometer um crime, agrava a pena, pois indicia premeditação», acrescenta esta jurista.
Intoxicação Alcoólica
A intoxicação alcoólica inclui os seguintes sintomas:
• Perda de consciência ou semi-inconsciência; a pessoa não consegue acordar; confusão mental
• Ausência de resposta ao beliscão na pele
• Pele fria, pegajosa, pálida ou azulada
• Respiração lenta (oito inspirações ou menos por minuto ou períodos de dez segundos ou mais entre inspirações)
• Vómitos, especialmente quando está a dormir ou fica inconsciente
• Tremores
Mas nem todos os sintomas têm de estar presentes. Chame o 112 ou procure ajuda médica imediata. Não deixe o indivíduo sozinho. Não o deite de costas, porque pode sufocar com o vómito. Vire-o suavemente de lado, execute a manobra de Bacchus (explicada em baixo) e mantenha-se junto dele até que chegue o auxílio médico.
Não se preocupe se mais tarde a pessoa ficar aborrecida, zangada ou embaraçada por ter pedido ajuda. Lembre-se de que mais vale prevenir que remediar.
Etapas da manobra de Bacchus:
Levante o braço do indivíduo acima da cabeça.
Role suavemente todo o corpo, protegendo a cabeça enquanto o movimenta.
Incline a cabeça para manter abertas as vias respiratórias. Coloque a mão que estiver mais próxima debaixo do queixo para manter a cabeça inclinada.
Beber em Portugal
Beber um copo de vinho ao jantar ou uma cerveja no fim de um dia de trabalho é uma tradição europeia e norte-americana. Tomar um copo é também considerado por muitos como essencial para uma vida social bem-sucedida. E as grandes marcas de bebidas alcoólicas utilizam estes conceitos na publicidade para cativar os consumidores jovens.
O consumo de vinho está de tal modo arreigado na população portuguesa que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, em 1980 consumia-se, mais vinho (96,5 litros) do que leite (71,8 litros), per capita. No nosso país, a mortalidade por cirrose hepática é a segunda mais elevada da União Europeia. Detemos há muito um dos mais elevados consumos mundiais de álcool. O primeiro, segundo um trabalho efectuado pela Association Nationale de Prévention de L’Alcoolisme (França) em 1997, o quarto em 2000, de acordo com a publicação World Drink Trends de 2002, com um consumo anual per capita de 10,8 litros, imediatamente a seguir ao Luxemburgo, Irlanda e Roménia.
A OMS considera o alcoolismo como um dos principais problemas de saúde da Europa. Estima-se que um quarto das mortes dos Europeus do sexo masculino dos 15 aos 29 anos sejam atribuídas aos efeitos adversos da ingestão excessiva de álcool e que 40 a 60% dos óbitos por causa externa (ignora-se se foram acidentais ou intencionalmente infligidas) estejam relacionados com o consumo excessivo de álcool.
Portugal, no entanto, encontra-se no grupo de países onde – de acordo com os dados do ESPAD 2003 – os jovens em idade escolar (alunos de 16 anos) apresentam percentagens mais baixas de bebedeiras, tanto nas prevalências ao longo da vida (32%) como nas prevalências nos últimos 30 dias (14%).
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3 of 6 Comentários |
| Michele on 12 Março 2012 ,19:03 esse fim de semana passado sai com meus amigos e resolvemos jogar um jogo de tabuleiro que pegamos no facebook (eu mesma peguei imprimi e decorei) agente jogou bebendo tequila (prata) era 2 garrafas pra 7 pessoas ... até as duas garrafas foi tudo bem levantei, estava otima , brincando dando risada, tirando fotos, mais só aquelas 2 garrafas não foi suficiente eles queriam mais então compraram um de vodka (balalaika) , eu bebi metade de um copo e depois disso não lembro de absolutamente nada, minha irmã me conto que eu entrei em COMA ALCOÓLICO e me levaram no hospital pra tomar glicose, assim pra mim nada disso aconteceu , eu acordei na casa da amiga da minha irmã sem saber onde estava, oque tinha acontecido, foi horrível, eu não quero mais repetir isso , e espero q ninguém passe por isso também |
| jose B on 27 Setembro 2011 ,01:48 TESTEMUNHO DE UM "QUASE QUASE" COMA ALCOOLICO queria dar o meu testemunho pois pode vir a ser importante para os jovens, ja que eu nao o tive quero que aprendam com o meu erro. sou um rapaz com 18 anos e , como a maioria das pessoas da minha idade gosto de beber uns copos... ate a data pensava que sabia beber, ou seja que me sabia controlar. estava nas festas da minha terra, numa semana ja tinha saido 4 noites e tinha bebido bastante , mas nada de aflitivo, ate que na ultima noite fui tentado a beber bebidas brancas ... ao fim de um numero elevado, talvez umas 7 ou 8 , sem contar com as cervejas... dou por mim e estou estendido no chao a vomitar, consciente mas no ultimo nivel, os meus amigos tomaram a decisao de me levarem para o hospital onde estive 3 horas a soro... chamaram a minha mae, eu acordei e olho para a cara da minha maezinha , sem culpa nenhuma a ver-me naquele estado ... tentem tirar partido deste meu pequeno testemunho , ah ja agora, acusei 2,7. um abraço e como jovem que sou nao quero passar nunca mais por isto e nao se esqueçam O COMA ALCOOLICO MATA! |
| Luiz on 27 Junho 2011 ,14:24 esse texto pode incentivar á muitas pessoas a largar do alcoolismo. | Ver Mais Comentários |
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