Os cães e a doença

Médicos britânicos deram a cheirar a três cocker spaniels, um labrador, um
papillon e um rafeiro amostras de urina de 144 pessoas, 36 das quais sofriam de cancro da bexiga. Os cães - treinados para se deitarem em caso de resultado positivo - identificaram as amostras com cancro em 41% dos casos. (Se se tratasse apenas de sorte, eles teriam
acertado só em 14% dos casos.)
Os investigadores defendem a teoria de que as células cancerosas libertam um cheiro característico para os cães. Se conseguirem identificar as substâncias na urina que libertam esse odor característico, os médicos poderão ser capazes de desenvolver uma análise de despistagem.
Também num pequeno estudo preliminar canadiano com 62 famílias de crianças epilépticas que tinham cães, 42% destes reagiram às convulsões com latidos ou lambidelas. Além disso, 41% destes cães conseguiram detectar e dar aviso de uma convulsão iminente.
Os especialistas dizem, porém, que são necessários mais estudos para confirmar estes resultados.
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