Oliveira do Conde orgulha-se da sua história antiga e fidalga e tem razões para isso.

Houve por ali gente no tempo dos dólmenes, no tempo dos castros, no tempo dos Romanos. Na Idade Média, em 1286, D. Dinis concedeu-lhe o foral de vila.

Sete ilustres famílias levantaram casa nos seus termos de fartas terras agrícolas. Alguns destes solares testemunham ainda nos nossos dias estas grandezas passadas, que vamos conhecer melhor.

O passeio pode começar no Largo do Pelourinho, onde desemboca a Rua da Portela, que é a continuação da EN 230 que vem do Carregal. O pelourinho, manuelino, evoca a importância do município antigo. Volte-se à direita, pela Rua do Outeiro, para olhar uma velha área de residência de senhores e onde se impõem ainda as fachadas de vários solares que perderam antigos donos.

Voltando atrás e seguindo a Rua António Rodrigues da Silva, encontra-se a Praça Portugal-Brasil, que evoca dois povos irmãos. Pela Rua da Igreja chega-se ao templo, profundamente alterado nos séculos XVIII e XIX. Conserva a capela-mo r de traçado gótico coberta de abóbada de pedra, artesoada. O retábulo joanino (1745), de talha dourada, guarda uma preciosa escultura de S. Pedro, o orago, atribuída a Diogo Pires, o Velho (século XV).

Nesta capela encontra-se o mais belo monumento da escultura funerária portuguesa, o túmulo de Fernão Gomes de Góis, que D. João I armou cavaleiro após a conquista de Ceuta. É obra de João Afonso, que a executou em 1440.

Voltando novamente à Praça Portugal-Brasil e seguindo agora para sul a Rua Nova, acompanham-se as fachadas de dois notabilíssimos solares: o Solar da Família de Pedra Soares de Albergaria, a quem se deve a Capela da Senhora dos Remédios, no ângulo norte (1666). e o Solar dito dos Viscondes, imponente mansão setecentista, que sobre o pórtico solene, encimado pela varanda, ostenta, sob a cornija elevada, o brasão da família. Em todos os arruamentos de Oliveira do Conde distingue-se casa rio de posses, portais e janelas de arestas cortadas que lembram tempo de bem-estar, que ainda perdura nos nossos dias.

 

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