O Tabagismo e o Alcoolismo | Selecções do Reader's Digest

O Tabagismo e o Alcoolismo

As pessoas que começam a fumar ou a beber sistematicamente sentem-se muitas vezes incapazes de renunciar a esses hábitos.

O tabaco e o álcool são dois dos maiores inimigos de uma vida saudável. Nos últimos anos, o consumo de tabaco e de álcool tem sido inequivocamente associado a um vasto leque de doenças. Perdem-se anualmente muitos dias de trabalho em consequência de doenças relacionadas com os hábitos de fumar e -de ingestão de álcool, os quais aumentam o risco de cancro, de doença cardíaca (cardiopatia) e, por conseguinte, de morte prematura. As mulheres que bebem ou fumam durante a gravidez arriscam-se a causar prejuízos irreparáveis à saúde dos filhos.

Malefícios do tabagismo

Os efeitos perniciosos do tabaco no organismo são devidos principalmente a três constituintes do fumo: nicotina, monóxido de carbono e alcatrão.

A nicotina é um tranquilizante que provoca habituação; é precisamente a falta de nicotina que causa os sintomas de carência física e psicológica que podem sobrevir quando um fumador inveterado deixa subitamente de fumar.

A presença de monóxido de carbono no sangue reduz a quantidade de oxigénio fornecida aos tecidos e, a longo prazo, pode contribuir para a progressão da aterosclerose (a acumulação de depósitos de gordura nas paredes das artérias). O alcatrão do tabaco não só provoca irritação crónica das vias respiratórias como ainda contém carcinogénios (agentes cancerígenos).

Tabagismo e cancro

É bem conhecida a relação entre tabagismo e cancro do pulmão; 90 % das mortes causadas por cancro do pulmão podem ser atribuídas aos efeitos do tabaco. No entanto, o cancro do pulmão é apenas um dos tumores malignos que podem ser causados ou agravados pelo tabagismo.

Os fumadores de cachimbo e de charutos inalam menos fumo do que a maior parte dos fumadores de cigarros, pelo que estão menos expostos a sofrer de cancro do pulmão; em contrapartida, são mais atreitos aos cancros da boca e da faringe.

Outros malefícios

Muitas pessoas não se dão conta de que o tabagismo contribui igualmente de forma significativa para numerosas outras doenças e afecções.

O efeito irritante do fumo do tabaco faz que se verifique nas vias respiratórias um excesso de produção e retenção do muco (da expectoração), o que conduz à clássica «tosse, ou catarro, do fumador».

O fumo do tabaco leva também a que os alvéolos pulmonares percam elasticidade e acabem por se romper; esta condição fá-los perder a sua função e culmina, em última análise, no enfisema. Muitos fumadores inveterados morrem de insuficiência respiratória causada por bronquite crónica e/ou enfisema pulmonar.

Os fumadores incorrem também num risco acrescido de morte prematura devido a doença coronária. Além disso, verificou-se que os não-fumadores são menos atreitos a angina de peito (dores retrosternais provoca das por um inadequado afluxo de sangue ao músculo cardíaco) e a enfarte do miocárdio, que muitas vezes não produz sintomas prévios.

Os fumadores têm ainda riscos acrescidos de sofrerem de doenças das artérias (vasculopatias), bem como da ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Também é maior o risco que correm de contraírem úlceras gástricas e duodenais.

Redução dos riscos do tabagismo

Ao deixar de fumar, reduzem-se imediatamente as probabilidades de contrair doenças relacionadas com o tabagismo, e quantos mais anos passarem sem que se volte a fumar, menor é o risco que se corre. Passados mais de 16 anos sem fumar, considera-se que se passou a estar numa situação equivalente à dos não-fumadores.

Malefícios do alcoolismo

Os perigos decorrentes do alcoolismo não ameaçam apenas os alcoólicos na rigorosa acepção do termo; muitos indivíduos que bebem regular ou imoderadamente correm igualmente o risco de contraírem doenças cuja etiologia se radica no álcool.

As doenças hepáticas (hepatopatias) são comuns entre os bebedores imoderados, que registam uma elevada incidência de fígado gordo, hepatite de origem alcoólica, cirrose (as células saudáveis são substituídas por tecido cicatricial) e cancro do fígado. Existe igualmente um risco acrescido de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial (pressão arterial elevada), doença coronária e acidente vascular cerebral (AVC).

Muitos alcoólicos sofrem de distúrbios do tubo digestivo, em parte devido ao constante efeito irritante do álcool. Igualmente, são muito mais atreitos a gastrite, pancreatite, úlcera péptica e cancros da boca, língua, faringe, laringe, esófago e estômago. As pessoas que ingerem álcool excessivamente tendem a seguir uma alimentação desequilibrada, que pode levá-las a sofrer de carências nutricionais.

Problemas sociais

Em Portugal, situa-se geralmente o número de alcoólicos entre 500 000 e um milhão, não havendo, no entanto, estatísticas que permitam garantir um número com segurança.

O álcool é indissociável de uma ampla gania de problemas sociais. Assim, representa um factor importante no absentismo, nos acidentes de viação, nos óbitos por afogamento, na violência doméstica, nas crises conjugais, nos maus tratos infligidos às crianças, nos crimes sexuais e outros de natureza violenta.

Além disso, há provas concludentes de que os jovens que bebem imoderadamente têm mais probabilidades de experimentar outras drogas. Para o bem-estar próprio e o dos outros, é aconselhável mantermo-nos dentro de limites seguros de consumo de álcool.

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