Se Dickens fosse vivo, talvez reescrevesse o Cântico de Natal. E o avarento Scrooge perderia de vez a esperança no Natal ao vê-lo transformar-se numa sessão de abertura de pacotes, fitas e papéis por todo o lado e prendas mal descobertas e já ignoradas e postas de lado.
Se o Natal é das crianças, leve-as a participar. Enfie umas botas e vá com elas ao campo apanhar musgo e barro para as figurinhas do presépio. Mas não toque no azevinho, cujo corte é proibido por estar em risco de desaparecimento. Em vez disso, plante-o à beira de casa. Se a semente for lançada num bom solo, com humidade e muita sombra, vê-lo-à crescer alguns centímetros todos os anos. Pode chegar a atingir 10 m de altura e viver centenas de anos. As árvores de Natal também é melhor «colhê-las» num supermercado para não danificar a floresta.
Leve-os a ateliês. A Casa, Museu Marta Ortigão, no Porto (226 066 568), promove um ateliê de presépios de pano (a partir dos 10 anos) e outro de postais de Natal (dos 4 aos 10 anos). E o Instituto Português de Museus (213 650 800) lançou o programa «Famílias nos Museus»: 76 ateliês pedagógicos (gratuitos) envolvendo 8 museus - Museu Nacional de Arqueologia, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional dos Coches, Museu Nacional de Etnologia (Lisboa), Museu de Cerâmica, Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha), Museu da Guarda e Museu de Alberto Sampaio (Guimarães).
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