O futuro agora
25 ideias, invenções e aparelhos que vão melhorar a nossa vida.

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O salvador da visão
Este globo ocular biónico pode parecer saído de um andróide num filme de ficção científica, mas, na realidade, é um símbolo de esperança para milhões de pessoas com doenças da retina e degeneração macular causada pela idade, que são as duas principais causas de cegueira. A invenção funciona da seguinte forma: uma pequena câmara, acoplada aos óculos que o paciente usa, reúne as imagens tal como o olho humano o faz e envia-as, através de tecnologia sem fios, para um microchip instalado no globo ocular.
O chip estimula as células nervosas da retina, que, por sua vez, enviam as imagens ao longo do nervo óptico para o cérebro. «Este implante pode devolver a visão por inteiro», explica o Dr. John Wyatt, co-autor deste invento e engenheiro no Massachusetts Institute of Technology. «No entanto, o nosso objectivo é recuperar a visão de um paciente de forma que este possa andar por uma rua que lhe seja familiar sem precisar de bengala ou de cão-guia.» Wyatt espera a aprovação da FDA (Food and Drugs Administration) dentro de três anos.
Semana de trabalho de quatro dias
Bem pode agradecer à recessão por se ter começado a discutir melhores formas de trabalhar, explica Rex Facer, professor de Gestão na Brigham Young University. Após o Utah se ter convertido no primeiro estado a autorizar a semana de trabalho de quatro dias para a maior parte dos seus funcionários, Facer descobriu que os trabalhadores – a quem não foi cortado o salário – preferiam quatro longos dias que cinco mais curtos. Inclusivamente, metiam menos baixas por doença.
O estado também viu as contas baixarem: menos viagens em carros públicos traduziram-se numa poupança de 1,4 milhões de dólares, enquanto menos horas extraordinárias e baixas médicas pouparam 4,1 milhões. Apesar de quatro dias de trabalho não serem possíveis para toda a gente, é de esperar que a tendência cresça. Cidades como Birmingham, no Alabama, e Melbourne Beach, na Florida, começaram recentemente a oferecer a alguns dos seus funcionários horários de segunda a quinta, e há pesquisas que mostram que mais de um terço dos empregadores norte-americanos – incluindo a recém-convertida General Motors – dão essa opção. «É uma forma de atrair e manter empregados talentosos», explica Facer.
Diversão a sério
É um novo conceito que junta utilidade e futebol: uma bola chamada sOccket gera e armazena energia à medida que vai sendo chutada pelos jogadores e, mais tarde, pode ser usada como gerador em casa. Quinze minutos de jogo garantem energia suficiente para manter acesa uma pequena lâmpada durante três horas, o que pode ajudar as pessoas que vivem em países subdesenvolvidos a substituir o querosene, responsável por incêndios e doenças respiratórias. Trabalhando no mesmo princípio das lanternas, que carregam enquanto agitadas, a sOc-cket é criação de Jessica Lin, Julia Silverman, Jessica Matthews e Hemali Thakkar, estudantes de Harvard, e está a ser financiada pela Clinton Global Initiative University e pela Walmart Foundation. A bola vai ser vendida nos Estados Unidos como um carregador de telemóvel de alta tecnologia e os lucros revertem para garantir bolas de baixo custo para os países do Terceiro Mundo.
Dentista sem broca
Perfurar um dente até chegar ao interior pode envolver «furar partes saudáveis para chegar a uma pequena área infectada», explica Wayne Flavin, director científico da DMG America, uma empresa de material odontológico. É aqui que entra o Icon, o mais recente tratamento para pequenas infecções, que funciona através da injecção de resina líquida no interior do dente. A resina, de rápido escoamento, atinge mais rapidamente o «coração» da infecção do que qualquer outro metal ou compósito. Uma vez no ponto problemático, a resina solidifica e impede a progressão da infecção. «Os pacientes adoram, porque dispensa anestesia e brocas», diz o Dr. John Rowe, dentista em Jonesboro, no Arkansas, que está a testar este produto há mais de um ano. Já à venda na Europa, o Icon estará disponível nos Estados Unidos ao longo deste ano.
Esperança para doentes cardíacos
Uma nova bomba para o coração melhora de forma dramática as possibilidades de sobrevivência daqueles que estão tão doentes que não podem sequer candidatar-se a um transplante. Recentemente aprovado pela FDA, o Heart Mate II é implantado no abdómen do paciente. Impulsionado por um motor do tamanho de uma pilha D, conduz o sangue oxigenado a partir do coração enfraquecido, através da turbina, para o resto do corpo.
Nos ensaios clínicos, a possibilidade de uma sobrevida de dois anos mais do que duplicou, explica o Dr. Joseph Rogers, da Duke University, que é o co-autor do estudo deste aparelho. «Aos pacientes a quem já não restava esperança de tratamento podemos agora dar-lhes a possibilidade de se sentirem melhor e viverem mais.»
O futuro da educação
O nosso indicador de tendências é David Kelley, fundador da empresa de design IDEO e da Design School Stanford, que inclui o laboratório K-12: «Nas salas de aulas do futuro, a educação é feita à medida do aluno. Cada criança terá um computador portátil programado especificamente para o seu tipo e rapidez de aprendizagem. A escola em casa também vai continuar a aumentar pelas mesmas razões – pode personalizar-se a educação. Ao mesmo tempo, e porque não se pretende que sejam os computadores a protagonizar o processo educativo, vamos ver mais trabalhos práticos e trabalhos de grupo. Serão mais os alunos que irão às comunidades para aprender com quem lá mora e trabalha. E vai ver mais reformados nas escolas como mentores.»
Colonoscopia em comprimido
Cerca de 40% dos norte-americanos com mais de 50 anos não fazem exames de diagnóstico do cancro do cólon, em parte porque o procedimento (completo com jejum, soluções de limpeza do intestino e anestesia) é tudo menos popular. Mas, e se, em vez dessa preparação toda, os pacientes só tivessem que engolir uma cápsula que transporta uma câmara que, por sua vez, envia as imagens directamente para o computador do médico? Será que esta abordagem menos confusa e menos trabalhosa poderia fazer baixar os números daquele que é o segundo tipo de cancro mais mortal? Já utilizada para visualizar o esófago e o intestino delgado, esta cápsula é «um bom começo», diz o Dr. Sherman Chamberlain, gastrenterologista na Geórgia, que testou este aparelho (se o médico tiver dúvidas quanto ao diagnóstico, realiza-se a colonoscopia «tradicional»). Na Europa, já está aprovado. Os Estados Unidos estão a planear os testes para aprovação.
Uma nova forma de pagamento
Transforme o seu telemóvel numa «carteira móvel» e evi-te as filas de pagamento. Com uma aplicação para smart-phones a lançar ainda este ano e que usa a mesma tecnologia tap and go – em português, «tocar e passar» –, que se utiliza já nas estações de metro por todo o Mundo, pode aceder rapidamente aos seus dados financeiros. Em vez de dar voltas e voltas à carteira enquanto ensaca as compras no supermercado, pode simplesmente seleccionar um cartão de crédito ou de débito no monitor e passar o telefone na consola de pagamento. A partir do próximo ano, também vai poder fazer compras comparativas: seleccionando no telefone um produto, pode ficar a saber mais dados sobre ele, inclusivamente quanto é que outras lojas estão a cobrar. Mas há sempre um inconveniente ... a «carteira móvel» não tem espaço para guardar a carta de condução!
Futuro dos Jogos
Eis o que Jane McGonigal, directora de pesquisa e desenvolvimento de jogos em Palo Alto, na Califórnia, nos disse: «As boas acções vão tornar-se cada vez mais um incentivo para quem gosta de jogar. Os jogadores vão aceitar missões para ajudar os outros – insere-se a localização e uma “equipa no terreno” vai sugerir, por exemplo, que gastem algum tempo livre a regar um jardim local. Estou a trabalhar num jogo em que as pessoas comuns tentam mesmo resolver problemas como a fome, a pobreza e as doenças. Os “vencedores” serão aqueles que cumprirem missões em países pobres como o México ou o Quénia. Os jogadores de topo terão a possibilidade de ir a Washington partilhar a sua visão do futuro.»
Embalagens mais económicas
O estudante de Engenharia Eben Bayer, um andarilho ávido, reparou como as raízes dos cogumelos unem tudo na floresta, desde as raízes das árvores ao solo. Bayer observou aquela densa rede e questionou-se se as raízes de cogumelos ou o micélio poderiam ser uma alternativa às tradicionais embalagens de espuma. Partilhou a ideia com Gavin McIntyre, seu colega no Rensselaer Polytechnic Institute. Após terem plantado cogumelos em caixas Tupperware debaixo da cama de McIntyre, chegaram à conclusão de que o micélio, combinado com trigo-mourisco e com casca de arroz, podia ser moldado em blocos biodegradáveis. O produto que daí resultou, o EcoCradle, vai começar em breve a ser usado em embalagens protectoras para computadores e mobiliário. Está também a ser testado no isolamento de casas num projecto chamado Green-sulate. Os resultados preliminares mostram que as formas feitas à base de fungos mantêm melhor o calor e resistem ao fogo e ao bolor mais eficazmente do que as feitas com produtos sintéticos à base de derivados de petróleo – e precisam de apenas um décimo da energia para ser construídas.
Painéis solares em spray
Embora os painéis solares sejam uma maravilha para alguns proprietários, porque aquecem a casa e poupam electricidade, outros há que os rejeitam por serem caros e difíceis de instalar. Actualmente, os investigadores estão a desenvolver versões mais fáceis e práticas. Um candidato atractivo é a tinta solar. Aplicada por meio de uma pistola, a tinta permite aos construtores e proprietários transformarem janelas, portas e telhados em painéis geradores de energia. Basta aplicá-la tal como faria num modelo de avião, explica Brian Korgel, professor de Engenharia Química na Universidade do Texas, em Austin, que inventou esta tecnologia. (A tinta também pode ser aplicada em plástico através de uma impressora de jacto de tinta.) Espera-se que esta tinta esteja disponível nos próximos três a cinco anos.
A previsão de Dan Sturges, presidente do conselho de administração da IntraGo, uma empresa de soluções em transportes em Boulder, no Colorado: «Cerca de 15% nos norte-americanos não conseguem aceder à rede pública de transportes sem carro, mas, em média, o automóvel só é utilizado uma hora por dia. Em breve, poderá ir de carro até à estação de comboios e alguém irá buscar o carro e utilizá-lo-á para ir às compras ou ao médico. À noite, o carro estará na estação. Poderá, no entanto, ser um carro diferente – a menos que gaste um pouco mais para poder deixar a raqueta de ténis no porta-bagagem. Terá que haver um grande número de participantes para esta ideia resultar, tal como acontece com o fax, que não fazia sentido até que todos tivessem um.»
Casas inteligentes
Imagine que está de férias e, ops!, dá-se conta de que se esqueceu de baixar o termóstato e de desligar o computador. Em breve, um aparelho parecido com uma versão maior do iPod tratará disso por si. O Home Dashboard da Intel utiliza tecnologia wi-fi para comunicar com os aparelhos da sua casa, permitindo-lhe monitorizar quanta electricidade está a gastar e saber quais são os mais gastadores. O Dashboard fica em casa, mas pode aceder a ele através da Internet ou de um smartphone onde quer que esteja. O sistema inclui várias aplicações para que também possa controlar a segurança ou deixar uma mensagem de vídeo para o seu companheiro quando chegar a casa. Em Janeiro, começou a trabalhar um protótipo. O programa-piloto será lançado este ano.
Óculos faça-você-mesmo
Josh Silver, físico atómico de profissão e míope, teve uma visão: se conseguisse conceber um par de óculos que se adaptasse a si, talvez outros também o quisessem. Após 10 anos, o professor de Oxford descobriu que o líquido – especificamente o óleo de silicone – era a chave. Para fazer as lentes, encheu duas membranas flexíveis com o óleo e encerrou-as numa armação de plástico duro. Agora, a parte do faça-você-mesmo: para tornar os óculos mais fortes, torce-se um mostrador de plástico em cada lente para injectar mais líquido, o que vai alterar a forma da lente. Demasiado forte? Roda-se no sentido contrário, de forma a retirar um pouco de óleo. Há uma razão maior do que a conveniência nestes óculos. Imagine locais como a África Subsariana, onde há apenas um optometrista por milhão de habitantes. Uns óculos que duram para sempre têm uma importância incomensurável naquelas latitudes. Actualmente reformado, Silver criou uma fundação sem fins lucrativos que tem o objectivo de distribuir 1000 milhões de óculos em países subdesenvolvidos. Ao mundo «desenvolvido» estes óculos deverão chegar nos próximos anos.
Casas à prova de tempestade
E que tal se os furacões e ciclones nunca pudessem deitar-nos a casa abaixo, independentemente da sua força? «Uma casa normal tem 4500 partes», explica Brian Bishop, fundador e presidente da New Panel Homes, em Venice, na Florida. «São 4500 possibilidades de alguma coisa ruir.» Bishop criou uma casa pré-fabricada com 300 partes, incluindo paredes e tecto de fibra de cimento, que são uma só peça e que estão presos em molduras de aço ou de madeira com clipes de travamento. Voilà! Uma casa mais barata e que consegue suportar ventos de mais de 320km/h! Robert Andrys, arquitecto na Florida, construiu uma estrutura com estes painéis em 2008, mesmo a tempo do furação Wilma. O edifício enfrentou a tempestade sem sofrer qualquer dano. Mas Bishop não conta apenas com a Natureza: dispara armas de grande calibre, cujas balas saem a mais de 15 m/s, contra as paredes para ver se os projectéis conseguem perfurar. «Cada dia no terreno é uma experiência científica», remata.
Impulso sexual para as mulheres
Quase 10 anos depois de a FDA ter aprovado a pequena pílula azul que veio aumentar a líbido masculina, chega agora a vez das mulheres. Uma empresa farmacêutica alemã estudou o Flibanserin em busca de um antidepressivo, mas nos testes este não conseguiu melhores resultados do que um placebo. Quando, mais tarde, foi testado em 1500 mulheres na pré menopausa com baixo desejo sexual e angústia relacionada com o sexo, os resultados foram muito promissores. O Flibanserin será o primeiro tratamento para a disfunção sexual feminina que funciona nos neurotransmissores do cérebro, e não nas hormonas do corpo. E é aí que estão as boas notícias: «Não há preocupações em relação aos graves efeitos secundários, tal como coágulos e maior risco de desenvolver cancro, como nas terapias hormonais», explica a Dra. Anita Clayton, que coordenou o terceiro estudo clínico deste fármaco na Universidade da Virgínia. Agora, resta escolher para o medicamento um nome mais sexy ...
Capacetes mais seguros
Coloque um dedo no seu couro cabeludo, mova-o de um lado para o outro e sentirá a pele a deslizar suavemente sobre o crânio. Os cientistas aceitaram esta «dica» da fisiologia humana para desenvolver um capacete de mota mais eficaz. O segredo é SuperSkin, uma fina camada gelatinosa coberta com uma camada de plástico resistente. Quando o motociclista cai e arrasta o capacete no chão, o movimento faz que rode a cabeça, causando muitas vezes lesões no pescoço e no cérebro. Com a SuperSkin, o capacete comporta-se tal como o couro cabeludo: estende-se um pouco antes de rasgar. «Levou-nos cerca de 14 anos a descobrir um plástico que servisse», recorda Ken Phillips, médico britânico e inventor deste capacete. «Agora, temos um que estica 800%. A “pele” do capacete vai partir-se se se esticar muito, mas, entretanto, isso pode salvar a vida a alguém.» Actualmente, apenas capacetes de motas são feitos com SuperSkin, mas é possível que esta tecnologia não demore a chegar a outros capacetes de outros desportos.
Guitarra high-tech
Um designer australiano de 26 anos inventou uma nova forma de se ser uma estrela de rock. O braço da Misa Digital Guitar tem o aspecto normal de um braço de uma guitarra de seis cordas … mas não tem cordas. No sítio onde normalmente fica a boca da guitarra, existe um ecrã táctil, e, em vez de tocar ou dedilhar as cordas, pode bater, arrastar ou fazer o movimento de «varrer» para «tocar» o instrumento electronicamente. (Brinde: cada toque é acompanhado de feixes de luz azul, muito funky.) A guitarra liga-se a um sintetizador que produz a música – uma espécie de versão electrónica do Jimi Hendrix. Há uma questão que se impõe: a Misa irá para a estrada com os músicos «a sério» ou ficará remetida para a sala de estar, ao lado dos Rock Band? Procure-a nas lojas já este ano.
O futuro dos telefones
O prognóstico de Jason Chen, editor do site gizmodo.com: «As ligações de dados vão ficar ainda mais rápidas e vai poder ligar-se a tudo via telemóvel. Num concerto, o seu telemóvel vai mostrar-lhe a vista de outros lugares através de uma rede sem fios – poderá estar a ouvir música no mezzanino e a ver como se estivesse nas cadeiras da orquestra. Quando apontar o seu aparelho a uma multidão, ele activará um software de reconhecimento facial para identificar as pessoas e conectá-lo-á directamente aos seus perfis online. Quando for de férias, pode apontar o seu telemóvel a um monumento para que este lhe dê informação sobre o que está a ver – tal como um guia turístico virtual.»
Casa fresquinha
Aterroriza-o o preço de um ar condicionado? Em breve, haverá uma forma mais barata de ter a casa sempre fresca. Os inventores do ThermalCORE criaram um painel de parede composto por células microscópicas de cera de parafina. Durante picos de temperatura, a cera derrete e absorve o calor, mantendo a temperatura interior nos 22°C. À noite, se os termómetros baixarem, a cera solidifica, aquecendo a casa porque liberta calor. O ThermalCORE está a ser testado na Califórnia. Na Europa, já se usam materiais semelhantes, com poupanças de energia na ordem dos 20%. Na Alemanha, até já há uma chávena de cerâmica revestida com uma cera especial que mantém o café na temperatura ideal de consumo: 57°C.
Vacina antitabaco
Bem sabemos que deixar de fumar é muito duro. E mais duro ainda é deixar de fumar para sempre. Esta nova vacina é uma promessa para aqueles 90% que tentaram deixar o tabaco e recaíram. Após seis injecções mensais, os utilizadores de NicVax desenvolveram anticorpos à nicotina, tal como o fariam com qualquer outra doença. Se fumar enquanto estiver sob o efeito da vacina, a sua corrente sanguínea é «inundada» de nicotina. Os anticorpos «colam-se» às moléculas de nicotina, tornando-as grandes demais para chegar ao centro de prazer do cérebro. Resultado: a ânsia pelo cigarro acaba. Ao contrário das outras drogas antitabaco, a vacina não actua no sistema nervoso central, o que se traduz em menos efeitos secundários, tais como boca seca ou dificuldades em adormecer. Em ensaios clínicos, fumadores inveterados com altos níveis de anticorpos tinham duas vezes mais possibilidade de deixar o vício no espaço de um ano, o que leva a Dra. Nora Volkow, do Instituto Norte-americano da Droga, a considerar que o NicVax «dá aos fumadores uma possibilidade de combater o ciclo vicioso vício-recaída». A vacina estará disponível em 2012.
Cozinha digital
Um dia, pode ser que «impressoras» tridimensionais nos façam a comida. A inovação vem de Marcelo Coelho e Amit Zoran, estudantes de design no MIT, que estão a desenvolver uma «fábrica de comida» pessoal com base nos instrumentos da cozinha industrial. Ao dispor os ingredientes em camadas, tal como o fazem as cabeças de uma impressora, a Cornucópia «oferece uma nova forma de pensar o acto de cozinhar», explica Coelho. Como funciona? Enchem-se os tinteiros com os ingredientes da receita e dão-se as indicações digitalmente. O aparelho estabelece as combinações correctas dos ingredientes e os bicos acoplados arrefecem, aquecem e misturam os sabores, segundo a programação feita. Se os testes derem o resultado esperado, esta ajuda na cozinha estará disponível em 2013 – o público-alvo serão aqueles chefs superaventureiros para quem cozinhar é sempre uma experiência.
Tecidos que combatem os germes
O próximo tecido maravilha bem pode ser um milagre. Aaron Strickland, co-fundador da iFyber, ajudou a desenvolver uma tecnologia que permite ao tecido repelir água e gordura, combater os germes, detectar produtos químicos e explosivos perigosos e ainda conduzir energia suficiente para ligar um iPod. A empresa utiliza um processo especial para unir nanopartículas multifuncionais às fibras sintéticas e naturais do tecido. Nos próximos cinco anos, é de esperar ver aplicações práticas deste invento em hospitais, hotéis e no fardamento das forças da lei e militares.
Vacinas sem agulhas
Investigadores da Universidade de Boston estão a trabalhar num novo método de inoculação – sem agulhas. A vacina é introduzida em nanopartículas, cada uma não maior que um poro da pele humana. Estas partículas são aplicadas num penso que se coloca na pele, tal como se fosse um adesivo de nicotina. Depois, usa-se uma descarga eléctrica suave a partir de um pequeno dispositivo com a forma de uma arma para que as partículas penetrem na pele, de onde são transportadas para todo o corpo. A nova ideia «mata» o velhinho método da água: não é necessário comprar seringas nem enchê-las. E ninguém sentirá falta da dor. «É mais fácil quer para o paciente, como para o médico», explica o Dr. David Sherr, professor de Saúde Ambiental em Boston e um dos «cérebros» por detrás desta tecnologia, juntamente com o professor de Engenharia Mark Horenstein. Está a decorrer actualmente um estudo-piloto.
Preparado para a sua próxima grande invenção?
As grandes ideias começam com inspiração. Michael Bungay Stanier, fundador da empresa de consultoria Box of Crayons e autor do novo livro Do More Great Work (Faça Melhor Trabalho, numa tradução literal), salienta alguns aspectos do processo:
Pare de ser tão eficiente. «Você cansa o seu cérebro ao fazer aquelas coisas monótonas do quotidiano», explica. Para que a sua mente deixe o modo superprodutivo, desligue o telefone. Ignore os e-mails.
Pergunte. Tente estas: qual é a coisa mais corajosa que poderia fazer? A mais divertida? A que teria mais impacto?
Durma sobre o assunto. Antes de ir para a cama, reveja o problema que tenta resolver. Se lhe surgir alguma ideia naquela altura em que está no limbo entre o sono e a vigília, anote-a.
Gira as suas expectativas. «Não precisa de ser o Steve Jobs e de inventar outra Apple.» Se é isso que almeja, o mais certo é falhar. Em vez de querer ser superartístico ou tecnologicamente mais experiente, tente ser um pouco mais criativo a cada dia.
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