lIeostomia
Operação na qual o íleo (parte inferior do intestino delgado) é trazido até à parede abdominal...
... através de uma incisão e transformado numa saída artificial das fezes para dentro de um saco preso à pele. Uma ileostomia é, em regra, permanente.
Porque se faz
A ileostomia permanente é geralmente realizada em doentes com quadros graves de colite ulcerosa (ou, raramente, na doença de Crohn) que, apesar do tratamento medicamentoso, continuam a deteriorar-se. Para estes doentes, o único meio de restabelecer a saúde é efectuar uma proctocolectomia total (uma operação para extrair o cólon e o recto doentes), seguida de ileostomia.
Por vezes, é necessária uma ileostomia transitória na altura de uma colectomia parcial (remoção de parte do cólon) para permitir que a anastomose do cólon cicatrize antes da passagem dos resíduos fecais. A ileostomia temporária pode também ser efectuada, como medida de emergência, num doente grave por obstrução alta do intestino grosso, impedindo a passagem das fezes. A ileostomia é feita acima da obstrução e, ao descomprimir o intestino, permite que o doente recupere o suficiente para uma colectomia parcial da zona obstruída. A ileostomia temporária é encerrada quando o cólon tiver cicatrizado.
Como se faz
Depois de todo o cólon e recto serem removidos, a extremidade do íleo é trazida à pele através de uma incisão na parede abdominal. Tal como no caso de uma ileostomia temporária, a ansa de intestino trazida à superfície é aberta para permitir a saída das fezes. Os bordos desta abertura são então cosidos à pele, na incisão abdominal, para criar um estoma (uma abertura artificial). O estoma fica habitualmente localizado no lado direito, cerca de 5 cm abaixo da cintura natural e afastado do osso ilíaco.
Cuidados pós-operatórios
Durante alguns dias, os doentes podem necessitar de alimentação por via intravenosa. Depois disso, o intestino recomeça a funcionar normalmente e as fezes líquidas saem através do estoma para um saco colado à pele por vedantes adesivos.
Durante o período de convalescença, os doentes com ileostomia permanente devem receber aconselhamento para se adaptarem ao estoma e à nova imagem do seu corpo. Devem ser também instruídos relativamente aos cuidados práticos a ter com o estoma. Não há controle muscular sobre a evacuação através do estoma. As fezes são semilíquidas e contêm enzimas que podem lesionar a pele à volta do estoma. Por estas razões, é necessário que o saco esteja sempre bem colocado.
O doente deve ser ensinado a esvaziar, mudar e utilizar o saco e a manter uma boa aderência entre o saco e o corpo para proteger a pele e evitar perdas.
A recuperação completa leva cerca de seis semanas, durante as quais os doentes devem evitar actividade física vigorosa.
Prognóstico
Em geral, a situação dos doentes a quem é feita uma ileostomia, depois da remoção de um cólon gravemente inflamado, melhora drasticamente. Dado o aumento significativo da sua capacidade de trabalho, muitos dizem que gostariam de ter sido operados anos antes. A seguir à convalescença, os doentes devem estar habilitados a retomar a sua actividade profissional, familiar e social e o seu estilo de vida.
Após uma ileostomia, é necessário beber mais líquidos e assegurar uma ingestão adequada de sal, compensando assim a falta do cólon (cuja função principal é a reabsorção de água e de sal).
Cumpridas estas recomendações, é geralmente possível fazer uma alimentação normal. É necessário que o médico seja sempre informado de qualquer alteração na função ou no aspecto do estoma. Ocasionalmente, o estoma pode estreitar-se ou prolapsar (fazer procidência excessiva no abdómen), exigindo correcção cirúrgica.
Têm sido feitas várias tentativas para criar ileostomias que necessitem de ser esvaziadas só uma ou duas vezes por dia, a horas fixas e que não exijam um dispositivo externo. Estes estomas têm reservatórios internos construí dos com ansas de intestino delgado, fechos magnéticos e sistemas de filtros de carvão para os gases. No entanto, nenhum destes sistemas provou totalmente, e, na maioria dos doentes, ainda é feita ileostomia convencional.
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2 Comentários |
| mirian on 14 Abril 2012 ,01:13 Devido a um AVC,meu marido fez uma colostomia que não resolveu o problema,e depois foi submetido a uma ileostomia permanente,passados 5 meses ele fica muito facilmente anemico,como lidar com isso? |
| edelson on 08 Abril 2012 ,04:05 ok gostei do texto gostaria de saber como e tanbem quem tem ileostolia e gastroparesia |
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