Cidade de amores reais. Dólmenes, castros, vias romanas ... constituem-se como memórias de uma cidade oficialmente estabelecida nas alturas de um cerro por el-rei D. Sancho I (1199). Clérigos e nobres, camponeses, artífices e pastores guardariam a sua terra e defenderiam o reino vigiando a fronteira. Levantou-se o castelo, a catedral, rodeou-se de muros a cidade e fecharam-se a seu tempo os judeus industriosos na Judiaria, de tão forte presença ainda hoje. Mais tarde, rebentaram-se as muralhas e a cidade estendeu-se pelas abas da colina, mais a leste, cidade nova no caminho da Europa e bem portuguesa.

Para além da Judiaria Velha, tal como a vemos hoje, há uma história de grandeza e de misérias humanas. Este lugar é também coração do centro histórico, ali habitaram homens e mulheres filhos de outra raça, convivendo com outros à maneira de irmãos, protegidos pelo rei a quem serviam com seu trabalho e seu dinheiro, aos outros com seus ofícios. Vieram muitos de Castela nos finais do século XV. A Judiaria era um pouco terra defesa, portas e janelas abrindo-se sempre, mesmo ao cair da noite, porque os negócios da vida rompiam as leis e os negócios de amor abriam sempre corações.

Até que um dia os mesmos poderes reais, mal aconselhados, quiseram pela força mudar mentalidades e ancestrais vivências. E despejaram sobre a cabeça de muitos águas de baptismo. E os que a não receberam tiveram de fugir. Os outros apenas se escondiam sob a capa de cristãos-novos, por detrás de um sinal de cruz mal gravado numa ombreira. Mas a vida nunca mais foi a mesma.

A sé. Quem olhar do lado do Norte este majestoso templo cristão fica achando que a terra e o céu ali se encontram na simbólica mística do poderoso granito que mãos humanas tiveram de talhar e carregar sobre os seus ombros para depois, soprando o espírito, lavrassem a pedra informe e a fizessem participar da energia que levantou pesadas torres para o céu e criou a leveza dos arcobotantes iluminados de flores, chamas acesas que suportam a abóbada de pedra como se fosse cobertura sobre um canto de paraíso. Olhar cá fora o ar de fortaleza, mas também a inquietude gótica de um tempo novo. E o portal manuelino da fachada principal entre essas duas portentosas torres de base quadrada e registos superiores octogonais. É preciso entrar.

As portas da cidade. Cada porta é apenas metáfora do coração aberto dos beirões da Guarda; memória saborosa do tempo incerto da paz e da guerra por onde entraram soldados, mercadores, camponeses pagadores de foros, judeus errantes, bispos e nobres em procissão ou cortejo. Porta de EI-Rei, Porta da Erva, Porta da Torre dos Ferreiros... registos de uma história fecunda onde somos deste modo convidados a entrar.

Como um romance. Na Guarda se perderam de amores D. Sancho I, rei, e a Ribeirinha, D. João I e Inês Fernandes, a formosa filha do Barbadão, judia de raça. E a História e a lenda confundem-se dizendo do amor que ali houve de D. Pedro e Inês de Castro, D. Dinis e Isabel de Aragão. E quantos outros segredos para além de uma janela fechada?

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2 Comentários

nuno on 24 January 2010 ,16:39

ta bom MIGUEL ARCANJO - ESPIRITA DO POBRES Eu, Nuno Miguel Madeira Farias, não faço milagres, nem curo ninguém. Só Deus, para ele nada é impossível. Nasci em 19 de Setembro, no mês da Nossa Senhora Lasalet. Ao nascer estive, entre a vida e a morte, no Hospital Sousa Martins da Guarda. O meu nome é Nuno em homenagem a D. Nuno Álvares Pereira, Miguel por causa de S. Miguel, Madeira (cruz de Cristo), Farias é o que farei para ajudar os outros. Quis o destino que recebesse o santo baptismo, no dia 25 de Dezembro, para lembrar o nascimento de Jesus na Igreja de S. Vicente. Em criança frequentei o colégio do Outeiro de São Miguel na Guarda, fundado pelo Dr. José Dinis da Fonseca influenciado pela ideia de D. João de Oliveira Matos. À medida que fui crescendo fui-me apercebendo que Deus me havia dado uma virtude para ajudar os outros. Por isso todas as pessoas são iguais independentemente da sua religião ou etnia. No entanto, ao aprofundar os meus conhecimentos no mundo oculto criei o meu próprio Tarôt. Não me considero cartomante mas sim médium espírita e exorcista. Trabalho internacionalmente através do telefone conforme a minha disponibilidade . Não trabalho em função do dinheiro uma vez que aceito aquilo que me queiram dar. Tal como Deus disse dai de graça o que recebestes de graça. RESULTADOS PROVADOS EM PORTUGAL E NO ESTRANGUEIRO NO FIM VINDE TER COMIGO TELEMOVEL : 966023954 http://espiritadospobres.home.sapo.pt/index.htm miguelarcanjo@sapo.pt

patricia on 12 Novembro 2009 ,11:14

historia da cidade guarda

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