Doces de convento, e muitos outros | Selecções do Reader's Digest

Doces de convento, e muitos outros

Por entre fábricas, povoações cheias de história, arvoredo que ladeia a estrada, trânsito intenso de pessoas e mercadorias até Vale de Cambra. A partir daqui a paisagem modifica-se e a estrada, menos cuidada, atravessa zona serrana, com curvas e contracurvas, para por fim encontrar Arouca.

Santa Maria da Feira. São João da Madeira.

Saímos de Espinho, a partir do espaçoso largo, que, todas as
segundas-feiras, se enche de feirantes que expõem diferentes artigos numa das mais importantes feiras semanais do Norte do País, e passamos
por Silvalde, Oleiros, Picoto, Rio Meão, para dentro em pouco
avistarmos o Castelo de Santa Maria da Feira, um dos mais belos do
País, como sentinela atenta das povoações vizinhas.

A zona histórica das terras de Santa Maria da Feira, com uma área de 221 km2, engloba 1 cidade, 6 vilas importantes e 24 freguesias. O
concelho é considerado actualmente a maior força social, económica, cultural e política do distrito.

O castelo, monumento nacional, é um antigo e medievo roqueiro. Remonta ao século XI e situa-se no território de Santa Maria, do senhorio dos condes da Feira. Compõe-se de uma torre de menagem quadrangular, quatro torreões e uma extensa muralha ameada. Aconselha-se uma visita
a este interessante monumento.

Descendo a estreita e curiosa rua da cidade, o visitante encontra os
Paços do Concelho e um artístico chafariz de duas taças sobrepostas,
do século XVIII. e poderá visitar o Convento do Espírito Santo, no centro da cida¬de e outrora pertencente aos frades lóios. Para uma
visita à igreja, há que subir uma escadaria bem lançada. A fachada
deste templo encontra-se revestida de azulejo azul e branco.

Outro monumento importante é a Igreja da Misericórdia, dedicada a
Nossa Senhora dos Prazeres e fundada em 1549, que merece também uma visita rápida.

Quanto à doçaria, muito afamada por estas terras próximas,
salientam-se as tradicionais fogaças e os gostosos caladinhos. A 20 de Janeiro de cada ano, realiza-se a tradicional e concorrida Festa das
Fogaceiras, dedicada ao mártir S.Sebastião.

Retomamos a estrada em direcção a S. João da Madeira, cidade populosa, verdadeira colmeia industrial, com considerável envolvimento económico
nas últimas décadas.

S. João da Madeira, que se tornou cidade em 1984, é sede de concelho de 1ª ordem. A sua área não ultrapassa 6,84 km2, sendo considerada a
mais pequena região concelhia do País. Aqui se desenvolveram de forma extraordinária as indústrias de calçado e de chapéus, esta em situação de declínio, a da borracha, carpintaria mecânica, utensílios escolares, colchões, brinquedos e outras.

Os Sanjoanenses dispensam à sua terra um bairrismo acendrado, que se reflecte na construção de novas avenidas e bairros, num moderno hospital e noutros empreendimentos, que fazem da cidade uma moderna urbe, sempre em crescimento e com muito tráfego.

Vale de Cambra. Arouca.

Prosseguindo na viagem, passamos por Nogueira, Carregosa e, finalmente, atravessamos a formosa vila de Vale de Cambra. Esta vila situa-se na confluência dos rios Caima, Vigues e Moscoso, uma região
de invulgar fertilidade e um clima serrano seco, puro e despido de
poeiras, o que torna a povoação uma estância de repouso de boa
qualidade para os doentes pulmonares.

Vale de Cambra tem um elevado número de fábricas de recolha e
tratamento de leite, além de outras de produtos lácteos. Aqui, o viajante não poderá deixar de visitar e admirar a imponente frecha da Mizarela,com uma queda-d'água de 60 m no rio Caima. É um espectáculo a não perder. Também merecem visita o Miradouro dos Baralhos e a
Barragem Duarte Pacheco, no rio Caima.

Depois de cumprida esta apressada visita, continuamos o nosso percurso pela EN 224, passando por Rossas e, finalmente, atingimos as terras de Arouca.

Em Arouca, impõe-se uma visita ao consagrado e agigantado mosteiro,
que domina toda a região. O mosteiro foi fundado no ano de 915, sendo portanto anterior à fundação da nação portuguesa. Em 1217, segundo lemos, a rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I e de D. Dulce, teve o seu casamento anulado, pois o marido, D. Henrique I de Castela, era
seu primo, e daí a anulação por pretensa consanguinidade. Foi
beatificada em 1792 pelo papa Pio VI.

No mosteiro, há um museu com um vasto recheio artístico, constituído
por diversas peças de escultura, pintura, ourivesaria. No campo
escultórico sobressaem as imagens de S. Pedro e a formosa imagem de
Nossa Senhora do Ó. A última religiosa conventual foi D. Maria José de Gouveia Tovar de Lemos, falecida a 3 de Julho de 1886.

A igreja matriz é também uma notável peça arquitectónica, com o seu grandioso altar-mor e o belíssimo túmulo de ébano, prata e cristal que encerra a rainha Santa Mafalda, de grande devoção nesta corda de gentes e cuja festa se celebra a 2 de Maio, feriado municipal.

No largo principal há uma casa já muito derruída e em manifesto estado de abandono, com a frente quase desaparecida e que conserva ainda um
lintel da porta onde se lê a inscrição: "NON SINE INVIDIA - 1686". É
de lamentar o estado de abandono deste prédio de tão provecta
idade.

Mas voltemos a outras descrições, como a gastronómica, com relevo para os cozinhados de vitela e a apreciada doçaria conventual, como o
pão-de-ló, o manjar de língua, as morcelas doces, as castanhas e o pão de S. Bernardo.

Junto ao município, há uma placa a informar que a 8 km fica a Senhora da Mó, situada numa elevação de 450 m. No cimo, o visitante desfruta de uma vista maravilhosa sobre a paisagem envolvente, com as serranias
de Montemuro, Arada e Freita. A festa em honra de Nossa Senhora
decorre nos dias 7 e 8 de Setembro.

A Festa das Colheitas realiza-se anualmente, na última semana de
Setembro.

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