Benefícios
+ Pobre em calorias e gorduras saturadas
+ Elevado teor de fibras
+ Ajuda a reduzir o risco de obesidade, colesterol elevado, hipertensão arterial, prisão de ventre e algumas formas de cancro

Incovenientes
+ Pode provocar anemia
+ Não é indicada para crianças, mulheres grávidas ou a amamentar
+ Na forma mais radical, não fornece proteínas, vitamina B 12, vitamina D e ferro em quantidades adequadas

Na década de 1880, um médico japonês, Sagen Ishizuka, afirmou que conseguia tratar muitos problemas de saúde vulgares através de uma dieta baseada em cereais integrais e legumes, tendo publicado as suas teorias em dois livros. No início do século XX, o escritor americano-japonês, George Ohsawa, que experimentou a dieta, convenceu-se ter sido ela a responsável pela cura da tuberculose de que sofria. Posteriormente, desenvolveu um sistema dietético baseado nas ideias de Ishizuka, que designou por macrobiótica, das palavras gregas que significam «grande» e «vida». Na opinião de Ohsawa, a dieta aumentava a energia e conferia maior resistência à doença, permitindo que os seus seguidores vivessem uma vida em pleno.

A macrobiótica baseia-se em grande parte no conceito de duas forças da Natureza, opostas e complementares - yin e yang -, da filosofia chinesa. Yin é a força feminina, que representa a escuridão, o frio e a tranquilidade, yang é a força masculina, símbolo da luz, do calor e da agressão. As pessoas predominantemente yin costumam ser calmas, descontraídas e criativas; as pessoas yang, activas, vivas e enérgicas. Diz-se que a saúde e harmonia do corpo e do espírito dependem de um equilíbrio entre as duas forças, devendo por isso a dieta macrobiótica ser ajustada às necessidades de cada pessoa por um nutricionista macrobiótico.

Segundo a teoria macrobiótica, os alimentos também contêm as características yin e yang. Certos alimentos são predominantemente yin ou yang e devem ser equilibrados. Por exemplo, alimentos como açúcar, chá, álcool, café, leite, natas, iogurte e a maioria das ervas aromáticas e especiarias apresentam elevado teor yin; os alimentos com um elevado teor yang incluem carne vermelha, aves, peixe e marisco, ovos, queijos curados e sal. Consideram-se como alimentos com um equilíbrio harmonioso de yin e yang: cereais integrais, fruta fresca, frutos secos e sementes, legumes de folha e leguminosas (feijão, ervilhas e lentilhas).

Por ser pobre em calorias e de gorduras saturadas e rica em fibras, a dieta macrobiótica pode ajudar a reduzir o risco da obesidade, colesterol elevado, hipertensão arterial e prisão de ventre. Contudo, obter-se-iam benefícios muito semelhantes com uma dieta vegetariana equilibrada, mais fácil e mais segura.

Alguns inconvenientes
Na sua forma mais radical, a dieta macrobiótica não fornece quantidades adequadas de vitamina B12, necessária ao bom funcionamento do sistema nervoso, ferro, para o sangue, e vitamina D, necessária para a absorção de cálcio. Como uma deficiência em ferro e B12 pode provocar anemia, devem tomar-se suplementos.

A dieta macrobiótica nunca deve ser utilizada por grávidas ou mulheres que amamentem, pessoas doentes ou com necessidades dietéticas especiais. Também não é indicada para crianças. Dado que provoca uma sensação de saciedade, esta dieta pode dar origem a malnutrição nas crianças e ritmos lentos de crescimento até à adolescência.

A despensa macrobiótica
Há sete níveis na dieta macrobiótica. Os níveis menos exigentes são basicamente vegetarianos (se bem que possam incluir peixe), consistindo em grandes quantidades de cereais não refinados e pequenas porções de frutos e legumes da época, O nível mais extremo, hoje raramente seguido, permite apenas a ingestão de arroz integral e provocou várias mortes, pois contém muito poucos nutrientes. Uma dieta macrobiótica conveniente poderá incluir:

Cereais integrais - Arroz integral, aveia, cevada, trigo, trigo-sarraceno, milho, centeio, painço e derivados, como farinha, pão e massa de trigo integral; cuscuz, papa de aveia integral.

Legumes e algas marinhas - Recomenda-se uma vasta gama de legumes frescos. As algas marinhas são utilizadas para realçar o aroma e o valor nutricional de muitos pratos.

Leguminosas - Lentilhas, grão-de-bico, feijão, ervilhas e produtos à base de soja, como tofu.

Sopas - Em geral preparadas com feijão e lentilhas e temperos orientais especiais à base de soja, como miso e shoyu.

Fruta - Uma mistura de frutos da época que inclua citrinos. Para garantir fruta fresca, compre com frequência e, se possível, de produção local.

Sementes, frutos secos, peixe e aromatizantes - Sementes de gergelim, girassol e abóbora, amendoins, avelãs, amêndoas e nozes. Para realçar o sabor de um prato, pode usar sal marinho, mostarda, molho tahina, vinagre de sidra, alho, sumo de limão e maçã. Os não-vegetarianos podem incluir três pequenas porções de marisco fresco por semana. As características yang do peixe e do marisco dever ser equilibradas por porções adequadas de legumes de folhas verdes, cereais ou leguminosas na mesma refeição.

1
Gosta deste Artigo?Vote!

Mais Populares em Consultas...

  1. Formação online sobre Dor
  2. O que há de novo?
  3. Para fortalecer os ossos

Mais: Saber Viver

Faça um Comentário

Nome*
Email*
Comentário*

Favoritos da Semana

Receitas e Alimentos

Fatias de limão

Dicas e Truques

Técnicas - Frango

Alimentação Saudável

Pais trabalhadores

Destinos e Viagens

O caminho do Monte Vermelho

Notas de Lazer

Histórias sobre o Feng Shui em Hong Kong

Conselhos Saudáveis

Polineuropatia e nevrite

Precisa-se: Uma Boa História!

Escreva-nos e poderá ganhar:

50€ por cada história verídica e inédita que for publicada em Flagrantes da Vida Real.
20€ por cada texto publicado em Rir é o Melhor Remédio.

Envie-nos!