Como não reduzir o stress | Selecções do Reader's Digest

Como não reduzir o stress

Muitos dos nossos hábitos em vez de nos ajudarem a reduzir os nosso níveis de stress, acabam por aumentá-los.

Já é mau que o nosso organismo fique sobrecarregado e ineficiente em situações de stress. Muitas vezes, porém, tornamos a situação ainda pior ao tentar aliviar a tensão com hábitos pouco saudáveis, como fumar, beber ou consumir drogas. Existem melhores formas de enfrentar o stress.

«Relaxar» recorrendo ao álcool, ao tabaco e a drogas pode transformar-se rapidamente numa bola de neve com graves consequências para a saúde. A tensão, por si só, esforça o seu sistema imunitário. Se consome álcool, nicotina, marijuana ou medicamentos de prescrição médica para aliviar o stress, o seu sistema imunitário sofre ainda mais. Em pouco tempo, as preocupações regressarão, mais fortes e agudas do que antes. Então, deve acender outro cigarro? Servir-se de outra bebida? Ou, pelo contrário, esforçar-se por arrancar pelas raízes a causa subjacente da sua tensão? Todos sabemos que uma «cura» rápida não resolve problemas profundamente instalados. Não deixe que um escape temporário se transforme num novo problema que possa ainda vir a ser mais difícil de solucionar.

Beber com moderação

As pessoas em profissões sujeitas a grande tensão muitas vezes descontraem tomando uma bebida ao fim de um dia especialmente duro. É um impulso comum, dado os efeitos sedativos do álcool. Embora ainda não se saiba bem de que forma o álcool afecta o cérebro, parece agir sobre o hipocampo, estrutura profundamente inserida no cérebro, entre o córtex e o tronco cerebral. A estimulação dessa estrutura é responsável pela euforia que ocorre ao fim de uma ou duas bebidas.

As bebidas alcoólicas não são intrinsecamente nocivas. Na verdade, um copo de vinho por dia pode estimular o sistema imunitário e até aumentar a esperança de vida. Contudo, há muitas provas de que o álcool em excesso prejudica o sistema imunitário.

Os grandes consumidores de álcool correm maiores riscos de infecções, cancro e doença hepática. O álcool também enfraquece a reacção do sistema imunitário aos invasores (como vírus e bactérias) e às vacinas, impedindo a acção de muitos glóbulos brancos. Um estudo revelou que o álcool diminui a eficiência das células que combatem as bactérias nos pulmões de animais, o que sugere uma explicação possível para as elevadas taxas de pneumonia entre os alcoólicos.

Além disso, quando se fica «tocado», a motivação para fazer opções de vida saudáveis desaparece. Se bebermos muito, faremos menos exercício e fumaremos e comeremos em excesso, mais do que aconteceria de outro modo.

Elimine o fumo do tabaco

A nicotina, uma das substâncias químicas perigosas presentes no fumo do tabaco, é mortífera. Contudo, é um dos «remédios» mais sedutores para pessoas com stress, pois tem um efeito relaxante imediato. Os cientistas crêem que a nicotina aumenta os níveis de dopamina, substância química presente no cérebro que induz sensações de prazer.

Mas o efeito calmante dura pouco. A nicotina é um estimulante que activa o sistema nervoso, e em pouco tempo a tolerância à nicotina aumenta, o que significa que vai precisar de fumar cada vez mais para obter o mesmo efeito. Um fumador que se satisfaz por um tempo com quatro cigarros por dia pode vir a precisar de um maço por dia durante uma semana difícil. O stress pode diminuir, mas o fumador vai precisar de uma dose mais elevada de nicotina para se sentir normal.

O tabaco é nocivo para o sistema imunitário e para todos os outros sistemas do organismo. Também pode ser gravemente lesivo para os que o rodeiam. As opiniões variam, mas, segundo os resultados de uma investigação finlandesa publicada na revista Circulation, basta meia hora numa sala cheia de fumo para haver uma redução de 33% nos níveis dos antioxidantes, como a vitamina C, na corrente sanguínea dos não-fumadores. A mesma investigação também revelou que o fumo passivo alterava o colesterol LDL (o colesterol «mau») de uma forma que aumentava a sua absorção pelas células do sistema imunitário – passo considerado importante na evolução da doença cardíaca.

Os perigos das drogas

Consumir cocaína ou marijuana também pode reduzir a imunidade. As provas mais recentes provêm da Universidade da Califórnia. Os investigadores avaliaram os efeitos da marijuana e da cocaína num tipo de células responsáveis pela imunidade – os macrófagos alveolares – fundamentais para defender os pulmões humanos das infecções. Foram retirados macrófagos alveolares directamente dos pulmões de consumidores de drogas, fumadores e não-fumadores e colocados em culturas de bactérias e células tumorais. Os macrófagos dos consumidores de drogas, segundo as palavras dos investigadores, tinham «graves limitações na sua capacidade de destruir tanto as bactérias como as células tumorais».

Muitos tipos de bactérias e fungos normalmente presentes no corpo humano são mantidos inactivos por células responsáveis pela imunidade saudáveis, como os macrófagos alveolares. O estudo da Universidade da Califórnia e outros sugerem que o consumo crónico de drogas pode lesar vários tipos daquelas células. As lesões provocadas tornam mais fácil que os microrganismos invasores ou já presentes no organismo se multipliquem e provoquem doenças.

Reduza o consumo de café

Muita gente não sabe que a cafeína (no café, chá, chocolate ou bebidas de cola) é uma droga, um forte estimulante que gera uma poderosa reacção de stress no organismo. Não acredita? Tente deixar de beber café durante três semanas. Quase de certeza se sentirá mais calmo. Um aviso, porém: reduza gradualmente a ingestão de cafeína, ou poderá ter dores de cabeça de privação semelhantes a enxaquecas.

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