É difícil apontar exactamente os alimentos responsáveis, visto que só algumas pessoas são sensíveis a um único alérgeno. A eliminação de um só alimento numa dieta raramente é eficaz.
Todos os alimentos suspeitos devem ser cortados simultaneamente durante pelo menos 15 dias para que se note qualquer melhoria. Nas duas primeiras semanas da dieta de privação, deverão ser eliminados os seguintes alimentos: carnes de conserva, toucinhos e enchidos; peixe fumado e marisco; citrinos; trigo, aveia, cevada, centeio, milho; batatas, cebolas e milho-doce; frutos secos; óleo de milho e a maioria dos óleos vegetais; lacticínios; todos os queijos; a maioria das margarinas, e ovos. Também deve ser eliminada a água da torneira, o chá, o café, o álcool, a polpa de frutos, os sumos de citrinos, vinagre, fermento, chocolate e os alimentos com conservantes químicos.
Quinze dias depois, se os sintomas desaparecerem, reintroduza os alimentos pela seguinte ordem: água da torneira, batatas, leite de vaca, fermento, chá, centeio, manteiga, cebolas, ovos, aveia, café, chocolate, cevada, citrinos, milho, queijo, vinho branco, marisco, iogurte, vinagre, trigo e frutos secos. Introduza um novo alimento de
dois em dois dias, e, se houver reacção, não insista durante um mês.
Continue a incluir os outros alimentos quando os sintomas desaparecerem. Faça um registo dos alimentos que vai acrescentando e em breve terá uma lista daqueles que o seu organismo tolera e dos que deve eliminar.
Não há motivos para evitar alimentos que não lhe causem problemas
quando reintroduzidos na dieta. Embora cada médico tenha a sua abordagem quanto a dietas de privação, os resultados globais são bastante coerentes. De início, afectado pela privação, o doente sente-se muitas vezes pior, mas seis a sete dias mais tarde verificam-se melhoras à medida que os sintomas desaparecem.