Artrite reumatóide | Selecções do Reader's Digest

Artrite reumatóide

É um tipo de artrite (inflamação articular) em que as articulações dos dedos das mãos e dos pés, dos punhos ou outras articulações do corpo se tornam muito dolorosas, inchadas, rígidas e, nos casos graves, deformadas.Descubra aqui mais informações e veja o que pode ser feito.

A frequência das crises, o número das articulações atingidas e a gravidade dos sintomas são variáveis. A doença toma geralmente a forma de crises moderadas, mas recorrentes.

Causas e incidência

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune (em que o sistema imunitário ataca os próprios tecidos do organismo). A doença desencadeia-se geralmente no adulto jovem ou de meia-idade, embora possa aparecer em qualquer idade. É duas a três vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens.

Sintomas e sinais

O início da doença é habitualmente gradual, com febre ligeira, mal-estar geral e dores que precedem os sinais articulares específicos. Em alguns casos, a inflamação articular revela-se subitamente.

As articulações atingidas tornam-se inchadas, vermelhas, quentes, muito dolorosas e incapazes de se mobilizar. Os tecidos à roda da articulação também se podem apresentar inflamados, o que conduzirá ao enfraquecimento dos ligamentos, tendões e músculos dessa região.

As articulações dos dedos das mãos são as que mais frequentemente se encontram envolvidas, do que resulta uma diminuição da faculdade de preensão. Também é vulgar o inchaço do punho e a síndroma do canal cárpico (formigueiro e dores nos dedos causados pela compressão do nervo mediano). A tenossinovite (inflamação muito dolorosa da bainha dos tendões) pode revelar-se no punho e os dedos ficarem brancos quando expostos ao frio, fenómeno chamado doença de Raynaud. O envolvimento dos pés provoca dores nos dedos, tornozelos e arcos plantares.

Em alguns casos, aparecem nódulos moles situados debaixo da pele que recobre certas superfícies ósseas; noutras, manifesta-se uma bursite, ou seja a inflamação de um saco contendo líquido situado nas proximidades de uma articulação. Quando o joelho está atingido, pode surgir atrás dele uma tumefacção contendo líquido, conhecida por quisto de Baker.

Muitos doentes sentem-se fatigados em resultado da anemia que acompanha vulgarmente esta doença. É habitual a debilidade de movimentos durante a manhã, podendo os doentes precisarem até de ajuda para saírem da cama e se vestirem.

Diagnóstico

O diagnóstico assenta no estado do doente, na sua história clínica, na evolução dos sintomas durante pelo menos seis semanas, na radiografia das articulações atingidas e em análises de sangue (incluindo a pesquisa dos anticorpos específicos conhecidos por factor reumatóide). Se este factor reumatóide não estiver presente num indivíduo que, por outro lado, se revela como tendo uma artrite reumatóide, estamos perante um caso denominado de artrite reumatóide seronegativa.

Tratamento

Existem diversas opções terapêuticas. De seguida apresentamos-lhe algumas das principais opções:

Tratamento medicamentoso

Pode incluir anti-reumáticos, como os sais de ouro ou a penicilamina, para deter ou atrasar a progressão da doença; anti-inflamatórios não-esteróides (AINE) para aliviar a dor e a rigidez articulares; imunossupressores, como os corticosteróides ou a azatioprina, para suprimir o sistema imunitário, se os anti-reumáticos tiverem falhado no controle da doença ou produzirem graves efeitos colaterais. Os corticosteróides podem ser injectados na articulação para se obter alívio da dor localizada.

Fisioterapia

Contribui para o alívio das dores e a redução das dificuldades de mobilização e ajuda também os doentes a recuperarem o uso das articulações e músculos atingidos.

Terapia Ocupacional

Os doentes são elucidados sobre a forma de desempenharem as tarefas diárias; equipados com meios auxiliares para uso doméstico, adquirem os princípios para proteger articulações.

Próteses

As articulações destruídas podem por vezes ser substituídas por próteses artificiais plásticas ou metálicas. AS próteses podem ser a única solução para o caso de uma articulação gravemente danificada. As artroplastias da anca e do joelho são as mais correntes.

Complicações

Nos casos graves de artrite reumatóide, a inflamação pode também atingir o pericárdio (membrana que reveste o coração por fora), provocando uma pericardite; os pequenos vasos sanguíneos, do que resulta um défice da circulação e ulcerações nas mãos e pés; os pulmões, levando a um derrame p1eural ou à fibrose pulmonar; os olhos ou a boca, tornando-os secos; os gânglios linfáticos, originando caroços (nódulos) duros no pescoço, axila e virilha, e o baço, causando hiperesplenismo.

Prognóstico

Muitos doentes têm de tomar medicamentos para o resto da vida, mas o controle efectivo dos sintomas permite geralmente um nível de actividade quase normal. Os métodos modernos de tratamento têm reduzido a frequência e a gravidade tanto das deformações como da incapacidade.

Artrite reumatóide juvenil

Este é um tipo raro de artrite (inflamação articular) que atinge as crianças e se mantém durante mais de três meses. A artrite juvenil afecta com maior frequência as raparigas do que os rapazes e manifesta-se predominantemente entre os 2 e 4 anos ou por volta da puberdade.

Tipos e sintomas

Há três tipos principais de artrite juvenil. A doença de Still (artrite juvenil com início sistémico) começa como uma doença que se caracteriza por febre, erupção cutânea, adenites (gânglios linfáticos enfartados), dor abdominal e perda de peso. Estes sintomas mantêm-se ao longo de várias semanas; a dor, a tumefacção e a rigidez da articulação podem não começar senão passados alguns meses. Um segundo tipo, denominado artrite poliarticular juvenil, começa com dores, tumefacção e rigidez em várias articulações. No terceiro tipo, que é a artrite juvenil pauciarticular (que atinge poucas articulações), apenas são afectadas quatro ou menos articulações.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se nos sintomas e sinais e na exclusão de outras doenças que possam causar sintomas articulares na criança, como as doenças a vírus (viroses) ou bacterianas, febre reumática, doença de Crohn, colite u1cerosa, hemofilia, anemia de células falciformes e leucemia. As análises de sangue podem ajudar a identificar a causa da artrite.

Complicações

Nas complicações possíveis, incluem-se atraso do desenvolvimento, anemia, pleurisia, pericardite e aumento do volume do fígado e do baço.

A uveíte (inflamação da íris e dos músculos circundantes do globo ocular) pode manifestar-se e, se não for tratada, poderá vir a prejudicar a visão. Raramente a amiloidose (deposição de substância amilóide nos órgãos) poderá aparecer; se o rim estiver envolvido, pode desencadear-se uma insuficiência renal.

Tratamento

A dor e a rigidez articulares podem ser eliminadas com aspirina, medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides (AINE) e, nos casos muito graves, anti-reumáticos (como os sais de ouro, penicilamina, cloroquina ou azatioprina) ou corticosteroides. Poderão usar-se talas durante o dia para manter em repouso as articulações agudamente inflamadas e durante a noite para limitar o risco de futuras deformações. A fisioterapia reduz o risco da diminuição da potência muscular por atrofia e de contracturas. Os exercícios físicos excessivos devem ser postos de parte e convém usar calçado especial.

Prognóstico

Na maior parte das crianças, a artrite desaparece ao fim de alguns anos. No entanto, algumas ficam com limitações articulares e deformações permanentes.

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