A utilização de ervas aromáticas na alimentação e os tratamentos à base de plantas medicinais estão de volta, pois as pessoas redescobrem o valor de ingredientes e tratamentos naturais e questionam os efeitos secundários dos produtos farmacêuticos.

A fitoterapia pode ser considerada como precursora da farmacologia moderna; na verdade, muitos dos medicamentos actuais são derivados de plantas. Tal como as drogas, porém, as plantas aromáticas nem sempre são tão seguras como alguns fisioterapeutas sugerem. Apesar de tudo, a abordagem geral da fitoterapia é bastante sensata, havendo habitualmente menos efeitos secundários. Além disso, há doenças, como certas formas de ECZEMA, em que os tratamentos fisioterapêuticos parecem ter algum efeito, enquanto a medicina convencional tem pouco a oferecer.

O valor medicinal das plantas, conhecido de civilizações anteriores através de observação atenta, tentativas e erros, está a ser redescoberto e confirmado mediante análises científicas modernas. Contudo, enquanto se continuam a investigar as aplicações de novas plantas, muitos médicos e cientistas não admitem as propriedades curativas das plantas medicinais, preferindo, em vez disso, confiar em produtos farmacológicos «experimentados e testados». No entanto, as ervas medicinais de que aqui tratamos já eram conhecidas pelos antigos egípcios, cujos sacerdotes já as utilizavam regularmente com fins terapêuticos. Um papiro datado de 1500 a.C. regista centenas de plantas medicinais – muitas das quais ainda hoje se usam.

Tem havido muitas tentativas por parte de grupos oriundos da comunidade médica convencional no sentido de proibir a fitoterapia. Ainda em 1994, temia-se que os produtos à base de ervas corressem perigo devido a uma nova directiva da Comissão Europeia que proíbe a venda de medicamentos não autorizados. Contudo, desde que os produtos à base de ervas não sejam vendidos como medicamentos na Europa, não precisam de autorização. Entretanto, como é cada vez maior o número de pessoas que começam a pôr em causa o uso de medicamentos sintéticos e os seus efeitos secundários, o interesse pela fitoterapia continua a aumentar.

Fitoterapia caseira

Muitas plantas e ervas podem ser adquiridas, sob a forma de saquinhos de chá, em lojas de produtos dietéticos e supermercados, mas também se podem preparar em casa bebidas à base de ervas. Os chás e as infusões, feitos a partir das flores ou das folhas da planta, podem ser utilizados como bebida ou como gargarejo. Use uma colher de chá de plantas secas – ou duas colheres de chá de plantas frescas - por cada chávena de água a ferver. Deite a água a ferver sobre a planta, tape e deixe assentar durante 5-10 minutos. Coe e beba ainda quente, sem açúcar. Adicione um pouco de mel, se o desejar. Para fins medicinais, beba uma chávena três vezes ao dia. As decocções, que se fazem fervendo raízes ou casca de árvore em água, podem ser preparadas e utilizadas da mesma maneira.

Quando utilizar plantas frescas para fazer infusões ou decocções, deve lavá-las com cuidado para eliminar a sujidade ou os resíduos de pesticidas.

Plantas na alimentação

Uma forma de Utilizar as ervas aromáticas e as plantas medicinais em prol da saúde é usando-as na dieta, e a lista que se segue refere as suas aplicações culinárias e as suas alegadas propriedades terapêuticas. De um modo geral, as ervas têm pouco valor nutricional devido às reduzidas quantidades consumidas.

Manjericão. Tem um papel importante na cozinha italiana e é utilizado em pratos à base de tomate. Tranquilizante natural, é considerado um tónico e um calmante do sistema nervoso. Pode facilitar a digestão e aliviar cólicas. O chá de manjericão pode atenuar náuseas.

Louro. Ingrediente essencial do chamado «ramo de cheiros», usado em sopas, estufados e guisados, é utilizado para estimular e facilitar a digestão.

Borragem. Como tisana, usa-se contra o reumatismo e infecções respiratórias. As folhas podem ser usadas em saladas.

Cerefólio. Esta planta tem um aroma semelhante ao da salsa com um toque de anis. As aplicações medicinais incluem a estimulação da digestão.

Cebolinho. Estes pequenos membros da família das cebolas dão sabor às batatas, aos pratos à base de ovos, sopas e guisados. Os cebolinhos podem estimular o apetite e facilitar a digestão durante a convalescença.

Coentro. As suas folhas são muito usadas, em especial na cozinha alentejana. A fitoterapia recomenda o consumo de pequenos ramos de coentros frescos como tónico para o estômago e o coração. Tanto as sementes como as folhas são usadas para fortalecer o aparelho urinário e tratar infecções urinárias.

A força das plantas: As plantas devem as suas propriedades medicinais e aromas aos seus óleos essenciais. Colha-as antes do meio-dia, quando o seu aroma é mais forte

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2 Comentários

Israel on 30 October 2011 ,12:26

Gostei muito! Adoro plantas (natureza) acredito que o segredo pra se viver bem e muito, está nas plantas. Talvez se soubermos utilizar bem os benefícios de cada vegetal conseguiremos ter uma vida plena e saudável. Gostaria se possível, que vocês publicassem uma lista da maioria das ervas medicinais e suas funções no organismo humano. Um grande abraço pra vocês da redação deste maravilhoso site.

leonor queiroga on 08 Março 2010 ,23:46

Adoro plantas de todas as areas biologicas e medicinais, principalmente de conhecer as suas propriedades! Queria saber mais sobre as funções terapêuticas das perpétuas roxas.Pode-me informar? Aguardo a sua resposta, desde já obrigada, gostei da sua matéria,é bastante elucidativa.

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