Alergias Alimentares | Selecções do Reader's Digest

Alergias Alimentares

A maioria das pessoas não tem problemas de alergia alimentar aos lacticínios e cereais.

Mas nas que têm sistemas imunitários hipersensíveis cenas substâncias presentes nestes alimentos podem causar reacção alérgica.

Se for este o seu caso, não precisa de prescindir do prazer ela mesa com um pouco de imaginação, as suas refeições podem continuar a ser deliciosas. Alargue o repertório ele ingredientes e de receitas e não hesite em fazer novas experiências.

O que é uma alergia alimentar?
Qualquer alimento pode provocar uma reacção alérgica, mas este problema é mais frequente com alguns. Trigo, leite ele vaca, marisco, amendoins, ovos e citrinos desencadeiam frequentemente reacções alérgicas nos indivíduos susceptíveis.
Nestas pessoas, o sistema imunitário reage de forma inadequada e excessiva a um alimento ou ingrediente normalmente inofensivo, produzindo anticorpos. Estes desencadeiam a libertação de histamina e de outras substâncias químicas na circulação sanguínea, provocando a reacção alérgica. Mesmo uma quantidade mínima de alérgeno é suficiente para desencadear uma reacção.

Sintomas da alergia. Estes vão de edema dos lábios a asma, eczema, urticaria, vómitos e diarreia. Nos casos mais graves, poderá ocorrer um choque anafiláctico, que se traduz por dificuldade respiratória, queda brusca da tensão arterial e muito raramente - morte. A única forma de evitar este tipo ele reacção é banir completamente o alimento responsável da dieta alimentar. Antecedentes familiares. Embora sejam mais comuns na criança, as alergias alimentares surgem em qualquer idade, podendo ser temporárias (oito em cada dez crianças ultrapassa este problema por volta dos 5 anos) ou permanentes.

Como as alergias costumam ler antecedentes familiares, as crianças cujos pais sofrem de determinada alergia alimentar têm tendência para a herdar. Quando a criança é desmamada muito cedo, parece haver maior incidência ele alergias alimentares.
Outros problemas, como stress, alimentação incorrecta e estado de saúde débil podem aumentar a susceptibilidade ou agravar as alergias existentes.

Intolerância alimentar
Pode ocorrer uma reacção adversa a determinado alimento sem que o teste da alergia seja positivo. Neste caso, é costume usar a expressão «intolerância alimentar», em vez de alergia. A intolerância pode ser causada por deficiência em alguns enzimas digestivos. Para decompor os alimentos, são necessários diversos tipos ele enzimas, e algumas pessoas não conseguem produzir o enzima necessário à digestão de determinado alimento. A intolerância à lactose é um bom exemplo destes casos.

Mais raramente, a intolerância alimentar pode provocar sintomas semelhantes aos da alergia, como urticaria ou dor de cabeça, resultantes da reacção a determinadas substâncias químicas presentes em alimentos, como, por exemplo, café, queijo e chocolate. O sistema imunitário poderá estar também envolvido neste tipo de intolerância, mas ignora-se como e porquê.

Os testes
Embora as estimativas não sejam unânimes, pensa-se que três em cada dez pessoas sofrem ele alergia ou ele intolerância alimentares. E este tipo de afecções é difícil ele diagnosticar. Quando os sintomas surgem logo após a ingestão de determinado alimento, torna-se mais fácil identificar o culpado. No entanto, é frequente decorrer um lapso ele tempo entre a ingestão e o aparecimentos dos sintomas, que variam ele pessoa para pessoa.

Para identificar as alergias, os especialistas fazem testes cutâneos em que a pele é picada ou arranhada com uma agulha portadora de urna pequena quantidade ela substância suspeita. Em caso de reacção alérgica, a pele fica avermelhada e ligeiramente inchada. Embora não sejam totalmente fiáveis, estes testes são úteis.
 
Dietas de exclusão. A forma mais fiável de diagnosticar uma alergia ou intolerância é excluir o alimento suspeito da alimentação. Esta iniciativa só deve ser tomada sob vigilância médica. A melhora dos sintomas traduz a existência de alergia ou de intolerância ao alimento excluído.

Numa primeira fase, são excluídos simultaneamente diversos alimentos da dieta, procedendo-se seguidamente à reintrodução de apenas um alimento de cada vez. Como a exclusão de diversos alimentos ou de um único grupo alimentar, como o dos lacticínios, pode resultar em graves carências nutricionais, o acompanhamento médico torna-se indispensável.

Problemas com lacticínios.
Os lacticínios podem estar ligados a graves problemas, entre os quais a incapacidade de digerir o leite, ou intolerância à lactose. Nesta afecção. o corpo é incapaz de produzir lactase, o enzima necessário à digestão da lactose, o açúcar natural do leite. Embora as crianças sejam mais afectadas - 7% dos bebés e das crianças com menos de 5 anos sofrem de intolerância ao leite de vaca -, os lacticínios podem também causar problemas em adultos. Sem a lactase não é possível a digestão da lactose, que passa inalterada para o intestino grosso, onde a sua fermentação pelas bactérias causa flatulência e dores abdominais e diarreia.

Muito rara é a deficiência hereditária em lactase, detectável pouco tempo após a nascença. Mais vulgar é a intolerância temporária à lactose, que costuma ocorrer após uma alteração digestiva, como a gastrenterite.

Certas pessoas têm alergia à proteína do leite de vaca, afecção com sintomas semelhantes aos da intolerância à lactose, mas menos comum e que pode surgir em qualquer idade.

As pessoas com intolerância à lactose costumam ser capazes de digerir pequenas quantidades de leite ou de outros lacticínios. Porém, nos casos mais graves, a única estratégia possível é a exclusão radical e o recurso a alternativas, como leite de soja e outros produtos isentos de lactose.
 
Explorar as opções. Visite as lojas de produtos dietético ou a secção de dietética dos hipermercados e tire partido das alternativas aos lacticínios: leite de soja para misturar com os cereais do pequeno-almoço ou leite de coco para batidos. Existem ainda outras possibilidades: certas pessoas com alergia à proteína do leite de vaca podem substituí-lo por leite de ovelha ou de cabra e seus derivados ( queijo ou iogurte).

Intolerância grave à lactose. Certas pessoas são obrigadas a evitar todos os tipos de leite, incluindo ovelha e cabra, assim como certos derivados, como natas e queijo de pasta mole.
Contudo, a manteiga e o queijo de pasta dura são tolerados, pois o seu teor de lactose é baixo. O iogurte natural raramente traz problemas.

Muitos alimentos processados, bem como alguns adoçantes artificiais e fármacos, contêm lactose e vestígios de proteínas de leite de vaca. Leia atentamente os rótulos e bulas a fim de evitar os produtos que contêm lactose.
Segue-se uma lista de termos que deve ter em atenção: caseína, caseína hidrolisada ou soro de leite hidrolisado, lactose, sólidos de leite sem gorduras, lactalbumina, lactoglobulina, leite em pó magro, soro de leite, manteiga clarificada e glutamato monossódico.

Alergia aos cereais
Nas pessoas mais vulneráveis,a  alergia ao glúten (proteína presente em alguns cereais, como trigo, aveia, cevada e centeio) causa danos às vilosidades, minúsculas projecções em forma de pêlo que revestem o intestino delgado e são responsáveis pela absorção dos nutrientes.

Esta alteração denomina-se doença celíaca; a lesão e inflamação da parte superior do intestino delgado podem causar perda de peso e carências de vitaminas e minerais, entre as quais a anemia. A exclusão radical de todos os alimentos com glúten traz melhoras rápidas, sendo geralmente o único tratamento necessário.

Alimentos a evitar. Trigo, aveia, cevada, centeio e todos os seus derivados, como massa, cuscuz, cereais de pequeno-almoço, bolos e biscoitos, estão proibidos numa dieta isenta de glúten. Como esta proteína pode estar oculta em certos alimentos, é conveniente ler sempre os rótulos. Tenha atenção a termos como amido modificado e ligantes e espessantes à base de farinha de trigo. Evite bebidas de cevada como a cerveja.

Um nutricionista experiente pode ajudá-lo no planeamento de refeições e encaminhá-lo para algumas organizações especializadas. Os livros de cozinha com receitas isentas de glúten podem também ser uma boa ajuda. Substitua os alimentos proibidos por batatas, leguminosas, arroz, milho e frutos secos.

Conselhos para cozinhar. Quando se segue uma dieta isenta de glúten, é preciso muita criatividade. Com a ajuda de diversos ingredientes que podem ser utilizados em pastelarias e como espessantes e uma boa dose de imaginação e improvisação, consegue obter-se bons resultados. Visite as lojas de produtos dietético e informe-se sobre a existência de produtos isentos de glúten; peça folhetos explicativos e conselhos sobre os ingredientes que mais lhe convêm.

Cozinhar com farinha sem glúten. O glúten presente na farinha de trigo ajuda o pão a levedar e produz a sua textura característica. Os pratos à base de diversos tipos de farinha sem glúten, à venda nas lojas de produtos dietético, não possuem exactamente a mesma textura que os confeccionados com farinha de trigo. Porém, com um pouco de prática conseguirá fazer deliciosos bolos e pães «alternativos».

Os cereais e as farinhas sem glúten, nomeadamente a farinha de arroz, podem existir em versão integral ou branca. A farinha de arroz é adequada para pastelaria.
A farinha de batata, também denominada fécula de batata, é adequada para bolos e para engrossar molhos.
A farinha de soja é uma excelente fonte de proteínas e de vitaminas do complexo B. Como o seu sabor é intenso, será melhor misturá-la com outras farinhas.
O amido de milho ou a maisena são bons espessantes para molhos, mas também podem ser usados em bolos, pão e biscoitos.
A farinha de grão-de-bico tem um sabor intenso e agradável, sendo muito usada na confecção de pães indianos. É rica em proteínas e vitaminas.
A farinha de araruta é um óptimo espessante para molhos.
A farinha de castanha tem um sabor característico, mas pode ser usada em bolos e biscoitos.
A farinha de sagu tem pouco sabor, sendo a sua textura semelhante à da farinha de arroz. Usa-se em pudins e para engrossar guisados.
A tapioca, à semelhança da farinha de sagu, é quase um amido puro. Usa-se em pudins como espessante.
A farinha de trigo-sarraceno tem um sabor forte e característico, sendo habitualmente usada para fazer panquecas. Em pastelaria, será aconselhável misturá-la com outras farinhas.
O milho entra na composição da farinha de milho, maisena, pipocas e xarope de milho, que é usado como adoçante.

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