O alecrim ocupava um lugar importante nos ritos antigos dos Egípcios e dos Gregos. Os Árabes utilizaram-no largamente em terapêutica. Em França, foi cultivado desde muito cedo nos mosteiros como planta medicinal. No século XVII, o seu alcoolato tornou-se célebre como fonte de juventude, sob o nome de «água da rainha da Hungria», em memória da rainha Isabel, que, doente de gota, paralítica e, além disso, septuagenária, teria recuperado a saúde e a juventude graças a esta bebida. O alecrim e o seu óleo essencial são hoje muito utilizados em fitoterapia, na indústria dos perfumes e como condimento.

Alecrim: Rosmarinus officinalis L.Lamiaceae

Identificação Botânica: Arbusto de 0,50 a 2 m de altura, de ramos erectos e folhosos. As folhas são opostas, sésseis, lineares, coriáceas e de bordos ligeiramente enrolados (revolutas). As flores, azul-pálidas, estão reunidas em cachos axilares ou terminais. O fruto é um tetraquénio castanho e luzidio.

Partes utilizadas: As sumidades floridas, frescas ou secas, e as folhas.

Componentes: O alecrim contém ácidos-fenóis, especialmente o ácido rosmarínico, flavonóides, lactonas diterpénicas, derivados triterpénicos, beta-sitosterol, ácidos gordos, ácidos-álcoois, colina, taninos e uma mucilagem. O óleo essencial, de cheiro fortemente canforado, contém principalmente alfapineno, borneol, cânfora e cineol.

Propriedades: A experimentação em animais tornou evidentes os efeitos colerético, antiespasmódico e hepatoprotector do alecrim, planta que possui igualmente actividades anti-inflamatórias e diuréticas. O óleo essencial exerce efeitos bactericidas e espasmolíticos. É ao ácido rosmarínico que se atribuem as actividades antioxidantes e antiinflamatórias do alecrim.

Indicações habituais: O alecrim estimula a colerese e a diurese. Está indicado nas colecistites, icterícias, dispepsias, fermentações intestinais, menstruações dolorosas, astenias, edemas, oligúrias. Em uso local, é utilizado nos edemas articulares, edemas, contusões, reumatismos, assim como na higiene da boca e no tratamento sintomático da constipação e da obstrução nasal. (nariz tapado).

Utilizações:

• Infusão (10 min.): 20 g de sumidades floridas secas por litro de água. 3 chávenas por dia, antes das refeições, nas colecistites e nas icterícias: 2 a 3 chávenas por dia nas dispepsias, fermentações intestinais, constipações e astenias. Utiliza-se também em gargarejos nas afecções da boca e nas amigdalites.

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