Passamos ao lado do que resta da Quinta do Rouxinol, que fica do lado direito, e aproximamo-nos das ruínas da Quinta da Bomba. Aqui, junto da moderna estação de tratamento de esgotos, apanhamos o caminho que nos conduz à península do Alfeite. À nossa frente, o sapal de Corroios domina a paisagem. Por aqui, pelas antigas propriedades de Nuno Álvares Pereira e depois do Convento do Carmo, andaram artistas, como Silva Porto e Roque Gameiro, porque o cenário é rico, quente, húmido, exótico e tranquilo.
Viramos as costas ao peso do urbanismo do Laranjeiro e de Miratejo e entramos numa zona plana, deixando do lado esquerdo os domínios do Arsenal da Marinha e do lado direito o braço do rio Tejo que se estende até Corroios, vendo-se do outro lado a Quinta da Princesa e o Palacete de Cheira-Ventos, ou Paço da Amora.
Ao penetrarmos na pequena península do Alfeite, começamos a ver vestígios das antigas secas de bacalhau, moinhos de maré e velhos estaleiros navais. A paisagem é deslumbrante: de um lado, espraia-se o Mar da Palha, um grande mar interior, com Lisboa, a grande cidade do rio Tejo, ao fundo; do outro, a baía do Seixal, com as suas águas serenas banhando um conjunto de povoações que se formaram e desenvolveram à sua volta: Amora, Torre da Marinha, Arrentela e Seixal.
E chegamos à ponta dos Corvos, onde ainda podem observar-se ruínas de antigas secas de bacalhau antes de se chegar a uma pequena praia fluvial que, durante o Verão, se enche de veraneantes vindos do Seixal. Aqui tem-se uma vista mais alargada sobre o Mar da Palha, que se estende desde este local até ao Barreiro, Montijo, Alcochete, Vila Franca de Xira, Alhandra, Sacavém, Lisboa e Cacilhas. Depois deste percurso, volte ao ponto de partida revendo a paisagem, que não se esgota com uma nova visita.