Combater o cancro
Duas em cada cinco pessoas irão sofrer de cancro em determinada altura da sua vida.
Como cerca de um terço dos casos de cancro está ligado a uma dieta incorrecta, a escolha dos alimentos certos pode reduzir esse risco de forma significativa.
Escolhas sensatas. Pensa-se actualmente que uma mudança nos hábitos alimentares poderia evitar nove em cada dez mortes resultantes de cancro dos intestinos e metade das mortes por cancro da mama.
A relação entre a alimentação e cancro é complexa: enquanto alguns alimentos são protectores, outros aumentam o risco de doença. Porém, não há dúvida de que uma alimentação baseada em fruta e legumes reforça as defesas naturais do organismo. Mantenha um cesto com fruta sempre à vista e compre fruta e legumes em pequenas quantidades, mas com frequência, para não estarem mais do que dois ou três dias guardados.
Fibras contra o cancro
Uma forma fácil de diminuir o risco de cancro é aumentar a ingestão de fibras. Uma alimentação rica em fibras protege do cancro dos intestinos e, possivelmente, do da mama.
As fibras podem ser solúveis ou insolúveis. As fibras insolúveis aceleram a passagem dos resíduos pelo organismo, reduzindo o tempo de permanência de eventuais substâncias cancerígenas no intestino.
As fibras solúveis fermentam no cólon, produzindo substâncias químicas que podem ajudar a combater o cancro. Os investigadores estão actualmente a estudar a acção protectora das fibras em relação ao estrogénio. Sabe-se que elevados níveis de hormona são um factor no aparecimento do cancro da mama.
Soja e cancro. Existem provas crescentes que sugerem o importante papel desempenhado pela soja na prevenção de certas formas de cancro, nomeadamente da mama, próstata e cólon. Nos países do Extremo Oriente, onde a soja é um dos alimentos-base, o cancro da mama só faz 70 vítimas em cada 100 000 mulheres, enquanto no Ocidente esse número sobre para 225. A incidência do cancro da próstata e do cólon é também menor nos países em que a soja predomina na alimentação.
O pigmento natural licopeno, que tem impressionantes propriedades anticancerígenas, existe no tomate em grande concentração e ainda na tornaja-rosa, melancia e goiaba.
Chá. Os agentes anticancerígenos activos do chá são os flavonóides, poderosos antioxidantes. O chá verde é considerado particularmente benéfico e, segundo se crê actualmente, reduz o risco de alguns cancros do aparelho digestivo e urinário.
A Evitar
Não devemos arruinar o nosso prazer da mesa tornando-nos excessivamente ansiosos acerca do que comemos, mas também não devemos ignorar quais os alimentos que aumento o risco de cancro.
Carne vermelha. Comer mais do que 150g de carne vermelha por dia aumenta o risco de certas formas de cancro, sobretudo do cólon. O consumo médio de carne vermelha na Europa é inferior a esse número; porém, as pessoas que comem regularmente carne vermelha em excesso devem reduzir a quantidade e a frequência do seu consumo (duas vezes por semana no máximo).
Outros alimentos a vigiar. Carne e peixe curados e fumados só devem ser consumidos ocasionalmente (não mais do que duas ou três vezes por mês). Esta atitude deve também aplicar-se aos pickles e às partes dos alimentos grelhados que ficam chamuscadas, sobretudo se forem alimentos gordos, pois contêm substâncias cancerígenas.
Álcool e tabaco. O excesso de álcool aumenta o risco de cancro da boca, garganta, laringite, esófago e fígado. Mantenha-se entro dos limites aconselhados. O tabaco aumenta mais esse risco.
Reduzir as gorduras. A alimentação rica em gorduras (especialmente saturadas) aumenta a vulnerabilidade ao cancro da mama, intestino, pâncreas e próstata. Gorduras insaturadas, como o azeite, e alimentos ricos em ácidos gordos ómega-3, como o peixe gordo, fornecem uma excelente protecção.
Quase um terço das gorduras que consumimos provêm de óleos, manteiga e margarina. O consumo total de gorduras não deve exceder um terço das calorias fornecidas pela nossa alimentação, mas as gorduras saturadas devem obrigatoriamente ficar-se pelos 10% do total das calorias.
Se estiver a fazer dieta, não dê preferência à manteiga por ter menos calorias que o azeite. As gorduras insaturadas são sempre uma escolha mais saudável. Use as gorduras com parcimónia, prefira cortes de carne magros, retire-lhes toda a gordura visível e use métodos de cozedura sem gordura, como cozer no vapor, grelhar, escalfar, ou cozinhar en papelote.
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