Entre as mais importantes:

-Esperança para os casos mais graves.
Poucos medicamentos são eficazes no cancro da mama conhecido como «triplo-negativo» (diagnosticados com base na presença de três receptores: estrogénio, progesterona e o factor de crescimento HER2). Mas uma nova categoria de
medicamentos, chamados inibidores de PARP, pode mudar isso. Um estudo recente em que as doentes com cancro da mama em estado avançado receberam um inibidor de PARP, juntamente com a quimioterapia, fez aumentar a sua esperança de vida em cerca de 50%. Uma melhoria notável, segundo os investigadores.

-A chave para um melhor diagnóstico.
Os factores de risco clássicos para ter cancro da mama incluem os dados histórico- familiares, a idade e quando é que teve filhos. Mas uma grande revisão de vários estudos existentes conclui que se consegue uma melhor estimativa da vulnerabilidade da mulher após a menopausa se se considerar também a densidade do seu tecido mamário.

« A densidade  do tecido é mais importante do que qualquer outro factor de risco para além da idade», diz Steven Cummings, médico do Instituto de Pesquisa Médica do Pacífico, em São Francisco, EUA. Pergunte ao seu médico se a sua mamografia indica que tem peitos com tecidos densos. Se indicar, peça para fazer uma mamografia digital – é mais eficaz no diagnóstico.
-Mais ajuda após recidiva.

Quando um cancro da mama faz uma recidiva, muitos médicos repetem o mesmo tratamento. NO entanto, um novo estudo demonstra que pode ser um erro.

Nestas pesquisas, 29 mulheres cujo cancro metastizou fizeram uma biopsia ao tecido atingido. Em cerca de 40%, o tumor mostrou alterações significativas, e em cerca de 20% as alterações eram suficientes para levar a uma alteração na terapia, garante Mark Clemons, autor do estudo e médico no Hospital Princesa Margareth, em Toronto, Canadá. Se tem ou teve uma recidiva, fale com o seu médico para realizar uma nova biopsia antes de iniciar novo tratamento.

-Repensar a medicação.
Muitas mulheres que tomam Tamoxifen para a prevenção das recidivas do cancro da mama também tomam um antidepressivo. Mas este pode inibir os efeitos do Tamoxifen. A pesquisa sugere que alguns antidepressivos escondem a acção da enzima que é a chave para o funcionamento do Tamoxifen. No estudo, o cancro regressou em 16% das mulheres que tomaram Tamoxifen juntamente com Prozac, Paxil ou Zoloft, mas regressou apenas em 7,5% das mulheres que tomaram apenas Tamoxifen. Claro que é necessária mais pesquisa, mas alguns especialistas recomendam às pacientes que alterem a medicação, para jogar pelo seguro, até que se saiba mais.

-Uma visão surpreendente da dor que protege
Eis noticias fantasticas para mulheres com enxaquecas:têm menos 26% de risco de sofrer de cancro de mama. Isto segundo um estudo multidisciplinar que envolveu 9000 mulheres. As enxaquecas parecem proteger mesmo as mulheres que tomam medicamentos para as tratar.

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