Tome isto: Óleo de peixe
Não necessita de prescrição e é extremamente poderoso. De acordo com uma recente revisão de mais de uma dúzia de estudos clínicos, se tem o colesterol alto, o óleo de peixe ajuda a baixar as probabilidades de sofrer de problemas cardíacos em cerca de 20%.
E se já sofreu um ataque cardíaco, pode reduzir a probabilidade de um segundo ataque em cerca de 15 a 30%. A chave são os ácidos gordos EPA e DHA. «Todas as pessoas saudáveis deviam consumir cerca de 500 mg por dia de um "combinado" de ácidos EPA e DHA», defende Carl J. Lavie, médico e autor do estudo de revisão. «Pode conseguir essa dose diária se ingerir duas refeições de peixe por semana, ou tomando um suplemento alimentar».
Fale com o seu médico antes de tomar isto: Aspirina
Este herói do coração ajuda a prevenir ataques cardíacos nos homens e tromboses nas mulheres, mas os especialistas estão cada vez mais desconfiados de que pode causar graves hemorragias de estômago.
Por isso, os serviços de saúde americanos estão a ajustar as suas recomendações: em geral, os homens não devem tomá-Ia como prevenção antes dos 45 anos, as mulheres devem esperar até aos 55, e ambos devem parar de tomar aos 79 anos.
E ninguém deve começar a tomar sem falar com o seu médico sobre os potenciais benefícios versus o risco de hemorragias. Os serviços de saúde americanos recomendam ainda que em caso de toma, a dose deva ser baixa: 81 mg diariamente, ou 325 mg dia sim, dia não.
Faça isto: Medite
Vários estudos vieram demonstrar que esta técnica anti-stress diminui a pressão sanguínea e a formação de placas nas artérias.
Agora parece que a meditação ajuda a prevenir ataques cardíacos, tromboses e morte prematura em pessoas com problemas cardíacos. Cerca de 201 pessoas afro-americanas com problemas cardíacos participaram num estudo, onde ficou demonstrado que aqueles que aprenderam a usar a Meditação Transcendental, tinham 47% menos probabilidades de sofrer um ataque cardíaco ou trombose, quando comparados com os que não fizeram meditação. «Temos a tendência de recorrer de imediato aos medicamentos, mas o nosso estudo demonstra o quanto a meditação pode ser poderosa na redução do stress», diz Theodore Kotchen, médico e investigador.
Trate isto: Depressão
Claro, é deprimente ter uma doença cardíaca, mas as evidências demonstram que a depressão também é um factor de risco. Num estudo que abrangeu 63 000 mulheres, aquelas que sofreram de depressão durante os 12 meses do estudo, apresentaram o dobro da probabilidade de sofrerem um ataque cardíaco fulminante. Há mais razões para ter ajuda especializada, tomar anti-depressivos ou os dois, diz Sharonne N. Hayes, cardiologista da clínica Mayo, no Minnesota.
Os investigadores defendem que o sertraline e citalopram, medicamentos para as variações do humor, são menos susceptíveis de interagir com os habituais medicamentos cardíacos.
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